"Vou ser honesta, o mar está nojento, está horrível, acho que o mar só foi piorando. O mar está realmente muito difícil porque está uma 'fechadeira' de uma ponta à outra", lançou aos jornalistas a surfista lusa, logo depois de perder com a norte-americana Lakey Peterson e terminar a prova na quinta posição.
Na terceira bateria dos quartos de final, Bonvalot fez 5,10 pontos (em 20 possíveis) nas duas melhores ondas (3,33 e 1,77), enquanto a experiente atleta dos Estados Unidos, vice-campeã mundial em 2018 e finalista vencida em Peniche em 2022, fez 10,00 pontos (5,83 e 4,17), avançando para a próxima fase da competição.
"São às vezes 'heats' (baterias) ingratos, porque, por mais que nós tenhamos muito mais para fazer, as condições não permitem, e pronto, faz parte", acrescentou.
Teresa Bonvalot, de 27 anos, recebeu um convite da WSL para participar na etapa portuguesa do Championship Tour (CT) devido à lesão da australiana Isabella Nichols, e vai voltar a concentrar-se no circuito secundário, as Challenger Series (CS).
"Agora tenho Taiwan, próxima prova de 6.000 pontos (das Qualifying Series), para ver se troco o meu pior resultado, depois é descansar e voltar para o último Challenger em março", na Austrália, revelou.
Atualmente, a surfista lusa ocupa o terceiro lugar do ranking das CS, quando estão disputadas quatro das cinco etapas, seguindo bem posicionada para marcar pela primeira vez presença entre a elite no próximo ano, já que há seis vagas para agarrar no quadro feminino (e 10 no masculino).
Depois de realizados os quartos femininos e masculinos, com as condições do mar e vento a melhorarem visivelmente com o decorrer das horas em Supertubos, a organização decidiu suspender a competição, deixando apenas as meias-finais e as finais por realizar.
O Meo Rip Curl Pro Portugal, 10.ª e antepenúltima etapa do CT, começou na sexta-feira e o período de espera estende-se até 25 de outubro, com a próxima chamada agendada para as 13:00 (hora de Lisboa) de quarta-feira.
