Recorde aqui as incidências do encontro
Nuno Kata (treinador do Fátima):
“Fizemos uma primeira parte contra uma equipa que está a ser a sensação da Liga Portugal. Uma equipa muito forte, que fez muitas alterações e nós sabíamos que essa era uma das percentagens que tínhamos para poder causar surpresa e tirar vantagem do ritmo de alguns jogadores.
Na primeira parte, a nossa equipa não consentiu praticamente nenhuma oportunidade flagrante do adversário. Estivemos muito bem no capítulo defensivo, até tivemos algumas jogadas que chegámos a rematar a baliza, mas não concretizámos. Mostrámos uma organização muito boa, com boas saídas.
Na segunda parte, fruto de estar a enfrentar uma equipa com outro peso, a equipa também se sentiu um pouco desgastada e foi ficando cada vez mais condicionada quando o Académico de Viseu ia metendo os seus jogadores, que têm mais ritmo e outras valências, que os meus não têm.
Mas, mesmo assim, a minha equipa nunca perdeu o controlo, foi sempre organizada. Passámos alguns calafrios, com algumas boas defesas do nosso guarda-redes, mas também faz parte. Dizer que o resultado é justo, para as duas ou três oportunidades flagrantes que o Académico de Viseu poderia ter feito... Ganhámos, estamos contentes com isso.
Queremos um adversário bom. Pode ser de Liga Portugal para que possamos ter jogos como este, com muita gente, que é o que dá vida ao futebol, ao jogador, ao treinador. Isto é que nos motiva também para sermos cada vez melhores. O adversário é aquele que tiver de ser, será. Não tenho preferência por nenhum".
Bruno Pinheiro (treinador do Académico de Viseu):
“Faltou-nos fazer o golo. Honestamente, acho que o jogo foi controlado. Não foi fácil impor um ritmo elevado, porque o relvado também não ajudava, o que tirou muita confiança aos jogadores e isso tornou o jogo mais lento. Num lance fazem golo e depois poderiam ter feito até mais. Mas a verdade é que os jogadores fizeram o suficiente para ganhar. Fez-se aqui a taça, há que dar os parabéns ao Fátima.
Estamos desapontados com o resultado. Mas a verdade é que não posso dizer que houve falta de atitude ou algum sintoma de superioridade da nossa parte. Houve respeito pelo adversário e pelo jogo. O jogo não caiu para nós, infelizmente.
Gostaríamos de conseguir criar mais oportunidades, mas foram aparecendo e fomos falhando. Depois o adversário começou a acreditar.
(Mudanças no onze) Voltava a fazê-lo e vou explicar porquê. Nunca faço caridade com os jogadores. A verdade é que estes jogadores trabalham bem e merecem. Era um momento para eles poderem brilhar, infelizmente não se conseguiu. Estes jogadores continuariam a ter a minha confiança se amanhã jogássemos com o Fátima, porque eles justificaram essa oportunidade e acabaram por merecer ganhar o jogo, infelizmente não se conseguiu isso.”
