“Joguei os últimos Jogos do Mediterrâneo, em 2022, e fiquei em quinto lugar, portanto, nestes, a expectativa é melhorar o meu quinto lugar e tentar obter uma medalha. Tenho treinado para isso”, reconheceu.
Em declarações à agência Lusa, o jogador de 24 anos explicou que Taranto2026 é uma competição “bastante importante” na sua época, tendo mesmo planeado um pico de forma para a sua participação na 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo, em curso na cidade do sul de Itália até 03 de setembro.
“Vão começar agora os torneios mais importantes da época, e este torneio é bastante importante para ver qual é o meu nível, onde é que eu tenho de me focar nos próximos treinos. Então, é bastante importante que trabalhe bem e que faça uma boa prestação”, reforçou.
O grande objetivo de Glória é, no entanto, o apuramento para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028, perspetivando uma “caminhada difícil”.
“A qualificação olímpica começa em 2027. É bastante complicada essa caminhada, mas vamos com o que podemos, com as condições que temos ao dispor”, acrescentou.
O badminton português está ausente dos Jogos Olímpicos desde o Rio 2016, algo que o jogador português relaciona com a estratégia adotada por outras nações.
“Sinceramente, eu acho que não tem tanto a ver connosco, mas sim com as outras federações, porque as outras equipas juntaram-se muito. Todos os jogadores dos melhores países estão juntos. Acho que é isso que nos falta aqui. Os melhores jogadores portugueses não treinam todos juntos”, avaliou.
Para Diogo Glória, é isso que falta para os jogadores portugueses melhoraram o nível e a intensidade.
“Depois, daí é uma luta interna da qual vai sair um jogador que tenha o nível para ir aos Jogos Olímpicos. E é esse o objetivo da federação, é esse o nosso objetivo e, portanto, estamos a trabalhar com esse intuito”, afirmou.
Nesse sentido, elogiou Tiago Berenguer, “que já teve três medalhas a nível europeu” e é “um atleta que pode muito bem vir a ser o próximo olímpico”.
“Claro que eu também tenho essa ambição e estamos a trabalhar todos agora, em conjunto, para tentarmos pôr o badminton onde ele deve estar”, salientou.
Estudante de Medicina, Glória confessa estar, “neste momento”, mais focado no badminton, precisamente porque vai começar a qualificação para os Jogos.
“Deixei a Medicina um bocadinho de lado, porque é impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Eu estudo em Coimbra e tenho de treinar todos os dias nas Caldas da Rainha, portanto é tentar ao máximo organizar-me, tentar fazer os exames, pedir ajuda aos meus colegas, pedir ajuda à Faculdade”, explicou.
O português elogiou ainda a sua faculdade, que “tem sido irrepreensível”, admitindo que “é um esforço bastante grande” conciliar as duas carreiras.
“Mas quem corre por gosto não cansa e é isso que me move todos os dias”, concluiu.
