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Taranto-2026: "Senhora" Nogui e teen Matilde unidas no orgulho de representar país

Matilde Ribeiro em prova
Matilde Ribeiro em prova@instagram Matilde Ribeiro

A senhora Ana Catarina Nogueira e a miúda Matilde Ribeiro estão em polos opostos na Missão portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo, mas a atleta mais velha e a mais nova coincidem no orgulho de representar Portugal em Taranto-2026.

“Está a ser uma experiência única. Por mais que seja um sonho meu estar aqui e no nível de uns Jogos Olímpicos, acho que nunca imaginei ser assim uma estrutura tão grande e com tantas pessoas”, reconheceu Matilde Ribeiro, em declarações à agência Lusa.

Nascida a 20 de junho de 2010, a skater é a mais jovem desportista da Missão nacional na cidade dos dois mares, algo que para a portuense é “um motivo de orgulho”. “Para mim, é muito importante estar aqui”, reforçou.

“É um orgulho imenso estar aqui a representar a Equipa Portugal, num evento fantástico. É espetacular, grande ambiente e, claro, é um prémio para a minha carreira”, disse a veterana Ana Catarina Nogueira.

A caminho dos 48 anos, Nogui está no polo oposto de Matilde Ribeiro, tendo-se reinventado após o final da sua carreira como tenista para tornar-se numa bem-sucedida jogadora de padel, como atesta o seu percurso em Taranto-2026, onde, ao lado de Sofia Araújo, disputou o jogo de atribuição da medalha de bronze nos pares femininos.

“Eu treino muito para estar preparada ao máximo e estar aqui a render”, realçou após ver escapar-lhe a medalha.

Em estreia em Jogos do Mediterrâneo, Ana Catarina Nogueira viveu uma experiência diferente, nem que seja por ter estado parede com parede na Vila dos Atletas com atletas portugueses que tinham menos de metade da sua idade.

“Muitos tratavam-me por senhora. E eu: ‘Meu Deus, não! Não sou senhora, por favor!’. É muita miudagem, realmente. E mesmo as próprias adversárias têm menos de metade da minha idade e eu estou aqui a correr atrás da bola para tentar fazer-lhes a vida negra”, observou.

Exemplo de longevidade, Nogui, que começou o seu percurso no padel quase por acaso, ao jogar socialmente com amigos depois de ter experimentado também o voleibol de praia, assume que gosta de “passar o exemplo” para os mais novos.

“E que persigam os seus sonhos como eu persegui o meu”, pontuou.

É esse o caso de Matilde Ribeiro, que neste momento corre atrás de um sonho olímpico, mas também de um bom resultado na prova de skate dos Jogos do Mediterrâneo.

“Venho com expectativas boas. Passei agora por uma lesão, ainda estou a recuperar, mas acho que vai correr bem. Estou confiante”, declarou à Lusa.

No Parco del Mediterraneo alla Salinella, curiosamente o mesmo palco onde decorreram os torneios de padel, a jovem de 16 anos encontrou uma quadra que “parece ser fixe” e “bastante confortável”, onde poderá testar a crescente popularidade da sua modalidade.

“O skate tem vindo a crescer, também pela visibilidade que o Gustavo (Ribeiro) trouxe e também porque tem crescido muito mais internacionalmente. Acho que o skate antes era muito visto como um hobby, mas agora é visto mais como um desporto”, defendeu.

Para essa perceção muito contribuiu Gustavo Ribeiro, o duas vezes olímpico que conseguiu um diploma para Portugal, com o seu oitavo lugar, em Tóquio-2020 e que Matilde Ribeiro gostaria de imitar.

“O meu sonho é chegar lá (aos Jogos Olímpicos). Acho que é possível já em Los Angeles (2028)”, concluiu.


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