“Nós sentíamos, e elas também, que podíamos chegar aqui e jogar com esta qualidade, com esta organização e vencer de uma forma categórica”, afirmou José Paisano.
Categórica é mesmo a palavra certa para descrever o triunfo, por 4-0, da seleção sub-18 feminina na final frente à equipa da casa, num Estádio Iacovone bem longe de ter os seus 24 mil lugares preenchidos.
Depois de vencer dois e empatar os outros dois jogos da fase de grupos, para terminar em primeiro, Portugal triunfou hoje com um bis de Rita Oliveira, aos seis e 26 minutos, e golos de Matilde Matos, aos 15, e Raquel Vitorino, aos 64
“Desde o primeiro jogo que sentíamos que a equipa ia crescer, mesmo com algumas adversidades na preparação, o contexto dos jogos, que é diferente do que estamos habituados. Sabíamos que na final a equipa ia revelar esta dimensão, porque tem competência, porque ouviu, soube crescer”, pontuou o treinador.
Paisano vincou que ouro mediterrânico “significa muito”, para um “grupo também um bocadinho especial”.
“Quando elas foram pela primeira vez internacionais sub-15, era eu que estava com elas. Elas, de lá para cá, cresceram imenso com a ajuda de toda a nossa estrutura. Hoje, foi também o revelar desse crescimento que tiveram desde sub-15 até aqui”, defendeu.
Para o selecionador, a primeira medalha conquistada pelo futebol nacional nos Jogos do Mediterrâneo representa uma projeção destas jogadoras “mais para cima”.
“Acreditamos que neste grupo há jogadoras com o perfil emocional e a capacidade técnica para chegar acima, elas são inteligentes e dão-nos muitas garantias para o futuro”, concluiu.
Emocionada, depois de subir ao pódio, a capitã Ariana Monteiro falou de “um sentimento inexplicável” por ser campeã. “Ainda não caiu a ficha, nem sei se vai cair”, pontuou.
Para a jovem futebolista, o facto de Portugal ter goleado a Itália “não significa que o jogo tenha sido fácil”,
“Foi muito difícil, mas nós estivemos superiores, conseguimos ter eficácia e é isso que é importante”, completou.
