Sinner conquistou recentemente, sem grande oposição, cinco títulos Masters consecutivos. Na final de Madrid, no domingo, o sul-tirolês derrotou o número três do ranking mundial, Zverev, em apenas 57 minutos, por 6-1, 6-2, e é, na ausência do seu rival de longa data lesionado, Carlos Alcaraz, também o principal favorito para o próximo Masters em Roma e para o Roland Garros, a partir de 24 de maio, em Paris.
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Becker salientou, no entanto, que a ausência de Alcaraz nos próximos grandes eventos torna o quadro muito mais aberto. "As cartas estão baralhadas de novo", afirmou o seis vezes campeão de Grand Slam, referindo-se não só a Zverev, mas também ao recordista de Majors, Novak Djokovic: "Agora, de repente, Djokovic, Zverev e muitos outros jogadores têm pelo menos uma réstia de esperança, pensando: 'Agora só preciso de vencer um dos invencíveis'. E isso, num encontro à melhor de cinco em Paris, é perfeitamente possível."
Zverev, que este ano já atingiu seis meias-finais mas ainda não conquistou qualquer título, recebeu de Becker o reconhecimento pelo seu ano mais consistente no circuito. No entanto, em terra batida, esperava-se mais dele nos duelos com Sinner. "Pensei que estava ao mesmo nível. Mas há sempre algo que acontece com ele, que faz com que numa meia-final ou final não consiga atingir o seu máximo rendimento", comentou Becker.
Para Zverev e todos os outros adversários, o objetivo deve ser testar Sinner fisicamente nos encontros e prolongá-los o máximo possível, defendeu Becker. Até agora, o italiano nunca conseguiu vencer um duelo que tenha durado mais de 3:50 horas.
