Ténis: Roland Garros sofre críticas de tenistas pelo fraco aumento dos prémios

Quadra Suzanne Lenglen, em Roland Garros
Quadra Suzanne Lenglen, em Roland GarrosMUSTAFA YALCIN / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Os principais tenistas do mundo, incluindo os líderes do ranking mundial, Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, mantiveram a pressão sobre os torneios de Grand Slam com uma carta enviada a Roland Garros, expressando "profunda deceção" com o valor dos prémios do torneio francês em 2026.

No ano passado, quase todos os jogadores assinaram duas cartas direcionadas aos chefes dos quatro Grand Slams exigindo aumento dos prémios, contribuições para um fundo de bem-estar dos atletas para melhorar benefícios da reforma e maternidade, além de participação nas decisões.

As cartas estabeleceram como meta uma fatia de 22% da receita dos torneios, o que colocaria os Grand Slams no mesmo patamar dos nove eventos combinados de nível 1000 organizados pela ATP e pela WTA.

Esta terça-feira, os jogadores afirmaram em comunicado que o aumento de 9,5% na premiação de Roland Garros, anunciado em 16 de abril, não é suficiente.

O comunicado destacou que, no ano passado, Roland Garros gerou 395 milhões de euros (US$ 463 milhões), um aumento de 14%. No entanto, o valor total da premiação subiu apenas 5,4%, reduzindo a fatia dos jogadores na receita para 14,3%.

A estimativa é de que, neste ano, a receita ultrapasse 400 milhões de euros, mantendo a participação dos jogadores ainda abaixo de 15%.

O grupo de tenistas também reclamou que Roland Garros está a ignorar outras questões levantadas pelos atletas.

"O anúncio não resolve as questões estruturais que os jogadores vêm levantando de forma consistente e razoável ao longo do último ano", diz o texto.

"Não houve diálogo sobre o bem-estar dos jogadores e nenhum avanço na criação de um mecanismo formal de consulta dos atletas nas decisões dos Grand Slams", acrescenta a mesma nota.