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Análise: Preços dos bilhetes disparam no US Open, mas como se comparam com os outros Grand Slams?

O estádio Louis Armstrong em Flushing Meadows
O estádio Louis Armstrong em Flushing MeadowsANGELA WEISS / AFP / AFP / Profimedia

Os preços dos bilhetes para o US Open geraram uma grande polémica, com os passes de acesso geral para o dia de abertura nos mercados secundários de revenda a ultrapassarem os 300 dólares, chegando a cerca de 363 dólares – quase 10 vezes o valor nominal ou o preço dos passes de entrada básica noutros Grand Slams como Wimbledon, Roland-Garros e o Open da Austrália.

O quadro principal do US Open 2026 vai começar no domingo, dia 30 de agosto. Atualmente, o bilhete mais barato para a primeira sessão no Arthur Ashe Stadium ronda os 327 dólares, enquanto o lugar mais acessível para a sessão inaugural no Louis Armstrong Stadium custa cerca de 466 dólares no TicketMaster.

Os preços para os maiores encontros são ainda muito mais elevados. Algumas ofertas premium de revenda para a final masculina no court central já ultrapassaram os 21.000 dólares.

Os passes de acesso geral não dão entrada nos grandes encontros disputados nas principais arenas – Arthur Ashe Stadium, Louis Armstrong Stadium e Grandstand. Para assistir aos jogos nestes courts, é necessário adquirir bilhetes específicos.

Segundo dados do TicketData, o preço médio para o US Open 2026 atingiu aproximadamente 311 dólares a meio de agosto, em comparação com cerca de 262 dólares na mesma altura em 2025.

Mas como se comparam os preços do US Open com os dos outros três torneios do Grand Slam?

Um passe de acesso geral para qualquer dia da primeira semana de Wimbledon custou este ano 33 libras (44,70 dólares). Em Roland-Garros foi 39 euros (45 dólares) e, no Open da Austrália em 2027, será 49 dólares australianos (35 dólares). Assim, um passe de acesso geral para o US Open no primeiro dia é cerca de oito vezes mais caro do que entrar em Wimbledon.

Deve, no entanto, ter-se em conta que o valor de 363 dólares não corresponde ao preço originalmente cobrado pela USTA. A organização aumentou o valor nominal do seu passe de acesso geral de 60 para 65 dólares em 2026. Muitas sessões de destaque estão cada vez mais dominadas por cartéis de bilhetes, dificultando o acesso do público em geral a sessões esgotadas desde maio e obrigando os adeptos a recorrer cada vez mais à revenda, onde os preços podem subir substancialmente.

A razão para estar a tornar-se cada vez mais caro aceder ao US Open prende-se com a forma como o sistema americano está estruturado.

Em Roland-Garros, os bilhetes podem ser revendidos, mas apenas pelo valor nominal. Em Wimbledon, os únicos bilhetes que podem ser oficialmente revendidos são os bilhetes de debenture, que já são extremamente caros. Mas os passes de acesso geral não podem ser revendidos. E na Austrália, se comprar bilhetes online antes do início do evento, só pode revendê-los por um máximo de 10 por cento acima do valor nominal.

Os preços no US Open também podem variar consideravelmente à medida que o torneio avança. Os passes de acesso geral podem tornar-se mais baratos nas fases finais, à medida que mais encontros passam para os estádios principais. Os preços de revenda também podem descer na manhã de uma sessão, quando os vendedores tentam despachar bilhetes não utilizados.

Acompanhe o quadro de singulares masculinos do US Open aqui, e o feminino aqui.