Com o último Grand Slam da temporada a começar a 31 de agosto em Nova Iorque, o norte-americano organizou um calendário de preparação completo: Washington na semana passada, Montreal esta semana e Cincinnati ainda por disputar.
"Três torneios é o número perfeito. Gostava de disputar o maior número possível de partidas", afirmou o cabeça de série número cinco numa segunda-feira chuvosa em que o início do dia foi adiado várias horas, com mais interrupções devido à chuva durante a tarde.
"Sou o tipo de jogador que, quanto mais partidas disputa, melhor joga, desde que o meu físico aguente", acrescentou Shelton, 10.º no ranking mundial. "É uma grande digressão de três torneios antes de ter uma semana livre antes do US Open. Estou simplesmente a dar tudo", comentou.

O tempo está a desempenhar um papel importante neste discutido Masters alargado a doze dias, um torneio em que o número um do mundo, Jannik Sinner, e o campeão de 24 títulos do Grand Slam, Novak Djokovic, são ausências de grande destaque.
O espanhol Carlos Alcaraz, que não compete desde abril devido a uma lesão no pulso, também não estará presente.
O atual campeão de Roland Garros e finalista em Wimbledon, Alexander Zverev, é o primeiro cabeça de série à frente do canadiano Félix Auger-Aliassime.
Compreender os ausentes
Shelton, que chegou aos quartos de final em Washington na semana passada, afirmou não se sentir afetado pela duração excessiva do torneio, que continua a ser alvo de críticas em todo o circuito e poderá sofrer alterações no futuro.
O tenista de 23 anos declarou não estar totalmente convencido da praticidade do formato e disse não poder censurar os seus colegas mais conhecidos por terem faltado a Montreal.
"É difícil criticá-los pelas decisões que tomam ao longo da temporada porque procuram manter um certo nível e cuidar da sua saúde", afirmou.
"Para mim, pelo contrário, esta é uma das minhas fases preferidas do ano, um dos meus melhores períodos, e não quero perder nenhum destes torneios", acrescentou.
Ben Shelton, agora treinado pelo pai, antigo jogador ATP, disse não estar obcecado com os 1.000 pontos do ranking que tem de defender no Canadá pela vitória de 2025.
"Nunca fui alguém que se preocupa demasiado em defender, simplesmente não faz parte do meu caráter", afirmou. "Se estiveres sempre a pensar em defender ou em que semana ganhaste pontos ou não os ganhaste, é fácil acabar por te perderes nos teus próprios pensamentos", explicou o norte-americano.
O campeão em título não escondeu que o seu principal objetivo, além de se confirmar, é conquistar o seu primeiro título no US Open e o primeiro num Grand Slam.
O seu melhor resultado no US Open foi alcançar a meia-final em 2023, onde foi derrotado por Djokovic.
"Ter mais uma oportunidade para jogar ténis de alto nível antes do US Open é, basicamente, o meu principal objetivo aqui. Estou ansioso por voltar ao court", concluiu.
