"Aprendi ao longo dos anos que, assim que começas a pensar no ranking, as coisas podem escapar-te", afirmou a bielorrussa em conferência de imprensa antes do torneio.
"Neste momento da minha carreira, não me preocupo realmente com a classificação", acrescentou a tetracampeã de Grand Slam, de 28 anos, que ocupa o topo do ranking mundial desde o outono de 2024.
Em Wimbledon, um torneio cuja final nunca alcançou, enquanto Rybakina conquistou o título em 2022, "vou concentrar-me em mim própria", prosseguiu Sabalenka.
"O que ela fizer aqui, é com ela", comentou em referência à sua perseguidora, que nunca ocupou o lugar de N.º1 mundial. Mas "espero que, no final do torneio, consiga manter-me no topo deste desporto", concluiu a bielorrussa, que vem de duas derrotas pesadas em Roland-Garros e Berlim, ambas decididas em sets finais perdidos por 6-0.

"Não quero pensar demasiado nos sets, nos números", afastou a líder do circuito, que se estreia na segunda-feira frente à sérvia Teodora Kostovic (184.ª).
"Senti-me muito bem em Berlim, apesar de alguns pequenos problemas aqui e ali. Em relação ao meu jogo (...) sinto que todas as peças do puzzle estão a voltar a encaixar-se", afirmou Sabalenka.
Mentalmente, quem chegou a admitir a quente querer "parar com o ténis" após a derrota nos quartos de final em Paris garante ter superado a frustração. "Uns pacotes de batatas fritas, alguns doces e estou pronta para voltar", brincou Sabalenka.
"Mais a sério, precisei de alguns dias. Precisava de sair do sítio onde tudo aconteceu", contou a bielorrussa, que limitou a conferência de imprensa a cerca de dez minutos, tal como o líder do circuito masculino Jannik Sinner (1.º) antes dela.
Tal como em Roland-Garros, várias estrelas do circuito mundial decidiram encurtar as suas obrigações mediáticas antes do torneio para pressionar os organizadores dos Grand Slam, considerando que não recebem uma parte suficiente das receitas geradas pelos quatro principais torneios.
