Numa escalada sem precedentes na crise entre os organismos reguladores do futebol mundial, a entidade europeia recorreu à Justiça dos Estados Unidos para exigir a disponibilização de documentos confidenciais sobre a conceção da proposta.
Documentos judiciais submetidos pelos advogados da UEFA classificam o plano de Infantino . que previa a venda de uma quota de 20% nos torneios da FIFA por 4,2 mil milhões de dólares - como um valor "absurdamente baixo". A ação legal baseia-se no Artigo 158.º do Código Penal Suíço.
Segundo um documento do processo divulgado pela Sky News, a UEFA acusa a FIFA de “estruturação secreta, avaliação, financiamento e comercialização de uma transação que causou danos diretos e concretos à reputação da FIFA, à sua autoridade de governação e às suas relações comerciais, em prejuízo da FIFA, bem como dos seus 211 membros, incluindo as 55 associações-membro da UEFA".
Ação nos Estados Unidos
Para obter as provas necessárias, a UEFA recorreu ao mecanismo jurídico conhecido como "Secção 1782" junto do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova Iorque. O dispositivo permite que partes interessadas em processos estrangeiros solicitem o acesso a documentos em posse de entidades sediadas em solo americano.
A petição foi apresentada contra o banco JP Morgan, a gestora Thrive Capital e o seu CEO, Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do ex-presidente americano Donald Trump. As instituições financiaram o projeto comercial que visava adquirir parte do Mundial.
