Andebol: Declarações após o Almeida Garret-Benfica (25-34) da final da taça feminina

Luís Monteiro é o treinador do Benfica
Luís Monteiro é o treinador do BenficaCarlos Barroso/LUSA

Declarações após o jogo CJ Almeida Garrett-Benfica (25-34), da final da Taça de Portugal feminina de andebol, disputado em Alcobaça

Luís Monteiro (treinador do Benfica):

“Na primeira parte, não tivemos a consistência defensiva que costumamos ter. O CJ Almeida Garrett veio fazer um jogo absolutamente fantástico, sem grande responsabilidade, o que lhe deu algum conforto na gestão. A partir do momento em que começámos a funcionar melhor enquanto defesa, facilitámos a vida à nossa guarda-redes e voltámos ao nosso ADN natural.

Ganhámos as três competições internas, vimos de uma sequência de cinco competições internas consecutivas, mas temos de procurar melhorar um pouco na European League, mas é uma competição muito complexa.

(Reforços?) A vantagem desta equipa é que nunca há muitas saídas e há sempre entradas à altura das jogadoras que saem. Há nomes, de certeza, mas não é uma questão para agora. O Benfica nunca permite saída de muitas jogadoras chave.

Foi uma equipa fantástica e que fez uma época fabulosa. Mudou de treinador, mas não mudou nada em termos de qualidade de jogo. Um trabalho absolutamente fantástico e custa-me estar aqui com grandes festejos~, porque temos de dar glória aos vencidos. Uma época fantástica do CJ Almeida Garrett.

(O que falta ao andebol feminino) Falta o FC Porto e o Sporting terem andebol feminino, com todo o respeito pelos outros clubes. É uma realidade incontornável. Sabemos que as modalidades crescem quando Benfica, FC Porto e Sporting participam nas competições. E contra mim falo, que se for treinador do Benfica e tiver o FC Porto e o Sporting, se calhar, fico com a vida mais complicada, mas penso numa visão mais holística.

É importante que os clubes que conseguem investir mais possam ter andebol feminino para a modalidade conseguir crescer”.

Helena Soares (treinadora CJ Almeida Garrett):

“Era a nossa primeira vez numa final da Taça de Portugal. Defrontámos uma equipa que já está habituadíssima a estar nestas andanças, mas costuma dizer-se que quando se tem um desafio destes pela frente, sonha-se sempre com alguma coisa. Não vou mentir que tínhamos a ambição ganhar o jogo. Deixámos tudo em campo, mas a experiência delas acabou por ditar o resultado, especialmente na segunda parte.

Fizemos uma primeira parte extremamente positiva, com alguns erros defensivos, mas conseguimos equilibrar e sair com uma diferença de apenas dois golos. A nossa entrada na segunda parte, também condicionada com algumas exclusões, acabou por cavar um fosso grande e difícil de reaproximar.

É maravilhoso. Foi a nossa primeira vez aqui e há que desfrutar de todo o ambiente. O sonho comanda a vida e, a partir do momento em que estás numa competição destas, só podes ambicionar mais.

Leva-se experiência, nunca sabendo quando voltamos a estar aqui, na mesma posição. Podemos ter a certeza de que se estivermos aqui novamente será um bocadinho diferente. Se calhar seremos mais arrojadas e com menos condicionantes”.