No mundo do futebol, a memória é de curto prazo. O canadiano destacou-se em França durante várias épocas, sempre com a camisola do Lille, o que lhe valeu a chegada a um gigante italiano em declínio nos últimos anos. As expectativas eram elevadíssimas e, de facto, o avançado não conseguiu cumpri-las.
Antes disso, na Bélgica, Jonathan David também brilhou e demonstrou que tem uma relação especial com a baliza adversária. Os seus 37 golos pelo Gent, incluindo sete na Liga Europa, levaram-no a fazer as malas rumo ao país gaulês, onde teve um desempenho notável ao longo de cinco anos (a sua melhor época, a de 2022/23, e a seguinte, ambas com 26 golos).
Importa ainda referir que o atacante sabe o que é destacar-se na Liga dos Campeões: na sua primeira temporada somou um número aceitável de três golos, registo que multiplicou por esse mesmo número imediatamente antes de partir para o Calcio. Esses nove golos e quatro assistências em 14 jogos deram-lhe um estatuto superior no Velho Continente.

O internacional canadiano, que marcou por três vezes no Mundial-2026, já fez o gosto ao pé por 13 vezes com a Vecchia Signora, o que também não pode ser considerado um desastre, sobretudo tendo em conta que o rendimento coletivo – sexto na Serie A – ficou longe de ser positivo.
A aguardar o que acontecer com Julián Álvarez, que para já continua a integrar o plantel, o Atleti conta com o argentino, com Alexander Sorloth e com Ademola Lookman como jogadores que podem atuar na frente de ataque. E vai juntar-se Jonathan David, um reforço de luxo por empréstimo que incluirá uma opção de compra fixada em 25 milhões de euros.
