No comando atrás da lebre durante toda a corrida, Audrey Werro foi ultrapassada por Hodgkinson a 250 m da meta, mas resistiu para ultrapassar a britânica na reta final e vencer com 1 min 53 seg 98/100.
Werro, grande revelação do verão de 2025, apesar de até agora ter estado na sombra de Hodgkinson, alcança assim o terceiro melhor tempo da história, apenas atrás do antigo e polémico recorde mundial da checa Jarmila Kratochvilova (1-53.28 em 1983) e da ucraniana Nadezhda Olizarenko (1-53.43 em 1980 pela URSS). Melhora em quase dois segundos o seu recorde pessoal (antes de domingo: 1-55.91).
O recorde mundial dos 800 m femininos é o mais antigo do atletismo, mas parece mais ameaçado do que nunca, com Hodgkinson já a afirmar que o ambiciona este verão e Werro a mostrar-se igualmente capaz de o disputar. A campeã olímpica britânica, derrotada este domingo, ainda assim melhorou o seu recorde pessoal e do Reino Unido ao cortar a meta em 1 min 54 seg 33/100, o que constitui o 5.º melhor tempo da história.
