“Eu até parti bem, mas, na segunda barreira, senti um toque gigante do atleta do meu lado direito (o ucraniano Dmytro Bahinskyi) e perdi totalmente o controlo. Foi impossível recuperar e continuar a prova”, lamentou o barreirista da Juventude Vidigalense.
A correr na pista sete, Edson Gomes, de 27 anos, passou a primeira barreira e derrubou a segunda, caíndo na pista oito, na qual ainda abordou a terceira barreira, antes de voltar à sua faixa.
“Senti o toque, que me fez levantar os braços, desviando-me para o lado. Não sei se é possível fazer alguma coisa com um protesto. Eu vinha à procura da presença na meia-final, era esse o objetivo”, admitiu, na zona mista do Alexander Stadium
Edson Gomes chegou a Birmingham-2026 com 13,77 segundos como melhor marca do ano, a 11 centésimos do seu recorde (13,66, desde o ano passado), tendo o apuramento para as semifinais, marcadas para quarta-feira, às 19:55, fechado nos 13,94 do eslovaco Peter Dávid.
“Sinceramente, estou na melhor forma física da minha vida e acho que a final não era impossível, eu vinha para isso. Trabalhei muito, no inverno, agora, no verão, e queria demonstrar, ao mais alto nível, o que tenho feito nos treinos, mas, às vezes, estas coisas acontecem”, reconheceu.
Os melhores desempenhos nacionais nos 400 metros barreiras pertencem a Pedro Rodrigues e Carlos Silva, que foram quartos classificados, em Helsínquia-1994 e Budapeste-1998, respetivamente.
