Com algumas semanas de antecedência em relação ao 20.º aniversário, a FEB reuniu pela primeira vez os 12 campeões. Fê-lo no anfiteatro do Hotel Meliá Castilla em Madrid.
Desta forma, Pau Gasol, Rudy Fernández, Carlos Cabezas, Juan Carlos Navarro, José Manuel Calderón, Felipe Reyes, Carlos Jiménez, Sergio Rodríguez, Berni Rodríguez, Marc Gasol, Álex Mumbrú e Jorge Garbajosa reencontraram-se na capital de Espanha, juntamente com o então selecionador nacional Pepu Hernández.
Pau Gasol, que não pôde disputar a final frente à Grécia, depois de partir o pé contra a Argentina na meia-final, recorda esses momentos.
"É o jogo de que mais gostei em toda a minha vida e isso que não joguei. Só percebemos o impacto quando chegámos. Sinto-me um privilegiado por fazer parte desse momento com esta grande equipa e grupo humano", afirmou.
"É o melhor momento da minha carreira, a anos-luz do segundo. Não pus os pés no chão durante três meses", disse Jorge Garbajosa, atual presidente da FIBA Europa.
Uma equipa ou um grupo de amigos que popularizou a pocha. "Embora o mais divertido de tudo fosse estarmos juntos", assinala Berni Rodríguez. Por sua vez, José Manuel Calderón afirma ter memórias difusas: "Eu nem me lembrava de ter jogado contra o Panamá".
Álex Mumbrú considera que o melhor não era o que acontecia dentro do campo: "As melhores recordações são do que se passava fora do campo". Por sua vez, Juan Carlos Navarro sabe que esse ouro no Mundial foi um impulso para os sucessos seguintes: "Foi um antes e um depois".
Pepu Hernández recorda sobre o seu mítico ba-lon-ces-to na celebração em Madrid que "foi isso que ficou nas pessoas". E acrescenta: "O basquetebol é um bom lugar para estar e é um refúgio que temos de proteger entre todos. Todos os campeões, a partir de diferentes áreas, dedicam-se ao basquetebol depois do basquetebol".
O selecionador do ouro de Saitama destaca o bom ambiente que existia: "Tinham uma relação especial e havia um compromisso. Notava-se desde o primeiro momento". Pepu perdeu o pai antes da final e só contou ao capitão Carlos Jiménez para manter a discrição.
Por sua vez, a atual presidente da FEB recorda-o como algo grandioso: "Foi uma conquista tremenda. Um sucesso descomunal. Não só tocámos o céu, como também atingimos um estado de graça. O teto de vidro foi pulverizado e o nosso ADN reconfigurado. O Japão foi a origem de tudo o que veio depois".
