Recorde as incidências do encontro
O jogo um contou com duas personagens bem conhecidas nas bancadas. Joe Mazzulla, treinador dos Boston Celtics, e o poste português Neemias Queta assistiram ao triunfo do Benfica e trouxeram o charme da NBA até ao Pavilhão da Luz, mas o jogo 2 esteve mais próximo do nível habitualmente vivido pela dupla.
O FC Porto voltou a Lisboa a correr atrás do prejuízo antes do primeiro jogo da final no Dragão Arena e os sinais iniciais da equipa de Fernando Sá foram positivos. Um triplo de Hudson a abrir o Clássico colocou o FC Porto na liderança do marcador e foi nessa posição que os dragões continuaram durante o primeiro período.
A equipa portista contou com uma grande entrada de Omlid e Washpun para chegar a uma vantagem 10 pontos (21-31) a fechar os primeiros 10 minutos da partida.

O segundo período começou novamente com um triplo para o FC Porto, desta vez de Miguel Maria, mas as bancadas encarnadas, que voltaram a ter o presidente Rui Costa, não deixaram cair o conjunto de Norberto Alves, que não tardou em solicitar um desconto de tempo.
Os triplos de Hudson foram mantendo os dragões na frente do marcador, só que o Benfica, com Broussard eficaz no lançamento, conseguiu transformar uma desvantagem de 14 pontos (31-45) num empate ao intervalo, alcançado de forma dramática mas motivacional para as águias. Crandall deu expressão à boa reação encarnada e empatou (55-55) em cima da buzina.
O Pavilhão da Luz ficou ao rubro com o lançamento bem longe do cesto, não só pelo empate, mas porque aquele podia mesmo ser o momento que definia o Clássico desta noite.
Hudson, tal como no início do encontro, abriu o terceiro período a pontuar, mas a resposta de Betinho, que colocou o Benfica na frente do marcador (58-57) pela primeira vez na partida, acabou por dar o mote para uma segunda parte superior da parte dos encarnados.

Apesar de o FC Porto ainda ter mantido a liderança do marcador nos primeiros cinco minutos após o intervalo, as águias criaram uma vantagem de 11 pontos a sete minutos do fim, mas não conseguiram segurar Cornelius Hudson, que carregou a turma de Fernando Sá até conseguir levar os portistas ao prolongamento (94-94).

No tempo extra, o Benfica não reencontrou a eficácia que havia tido após o intervalo e acabou por ceder a primeira derrota em casa antes da deslocação à cidade Invicta, marcada para sexta-feira, que pode marcar uma reviravolta numa final que promete emoções ao nível daquilo que foi experienciado esta noite, no Pavilhão da Luz.
