Reveja aqui as principais incidências da partida
Depois de derrotas na Luz por 22 e 25, respetivamente, a Oliveirense regressava ao conforto de casa com um jogo de tudo ou nada. Nova derrota perante o tetracampeão Benfica significava a eliminação dos play-offs do campeonato nacional de basquetebol.
E com um pavilhão bem composto a dar muito apoio, a Oliveirense teve uma grande entrada em jogo. Com Boeheim (17 pontos) e Sibert (15 pontos) a liderarem ofensivamente, a equipa da casa chegou ao intervalo a vencer (46-38) e por cima numa partida em que o Benfica entrou algo apático – a melhor imagem desse desnorte foi a pouca eficácia de Broussard que falhou 50% dos lançamentos que tentou, ele que costuma ser um dos melhores pontuadores das águias.
No entanto, tudo mudou na segunda parte. Geno Crandall assumiu as rédeas do jogo ofensiva (29 pontos) e defensivamente (sete roubos de bola). Depois de acordar a equipa com um afundanço a acabar o primeiro tempo, o base agarrou o Benfica e conduziu uma reviravolta que culminou com o assumir do marcador (56-57) a três minutos do fim do primeiro período.
O último período ficou marcado pelo notório cansaço da Oliveirense que acabou por não ter pernas para contornar a boa defesa de um Benfica que encontrou ritmo ofensivo. Ayers (20 pontos) tentou remar contra a maré, aproveitar a energia do pavilhão, mas os encarnados geriram a vantagem da melhor forma no momento decisivo, demonstraram a melhor qualidade individual e fecharam o encontro, com Dziewa (21 pontos) a ser o destaque no jogo interior.
Tetracampeão nacional, o Benfica segue para a quinta final consecutiva, onde espera por FC Porto e Sporting. Sendo que as águias têm já uma vantagem: vão ter um jogo a menos que o adversário, já que o clássico será decidido, no mínimo, em quatro encontros.

