E enquanto o presidente dos Heat, Pat Riley, apresentava orgulhosamente a sua mais recente contratação de peso, deixou no ar a possibilidade de Antetokounmpo poder vir a ter ainda mais estrelas a apoiá-lo nessa luta.
"Aterramos o avião", disse Riley sobre a concretização do negócio que trouxe Antetokounmpo para a cidade. "Agora há outro que temos de aterrar".
Esta foi uma referência à contínua tentativa dos Heat em garantir a superestrela LeBron James, que liderou a equipa na conquista de dois títulos consecutivos em 2012 e 2013. Segundo relatos, os Heat estão entre os candidatos enquanto James decide onde vai jogar a seguir, depois de anunciar a saída dos Los Angeles Lakers em junho.
O próprio James manteve-se em silêncio esta quinta-feira, quando marcou presença num festival de adeptos em Nova Iorque.
E com a situação ainda indefinida, Riley sublinhou que os Heat estavam a celebrar a chegada de Antetokounmpo como um passo que os torna candidatos ao título já esta época.
"Não estamos aqui a garantir nada. Mas queremos ganhar. Esta é a equipa que temos neste momento e estou satisfeito com ela", afirmou Riley.
Riley revelou que os Heat estiveram perto de garantir Antetokounmpo antes do fecho do mercado de trocas em fevereiro.
O jogador de 31 anos disputou 13 épocas na NBA pelos Bucks, liderando a equipa até ao título que pôs fim a uma seca de 50 anos sem conquistas.
O dez vezes All-Star da NBA foi eleito Jogador Mais Valioso da NBA em 2019 e 2020, e MVP das Finais da NBA em 2021. Apresentou médias de 24,1 pontos, 9,9 ressaltos, 5,0 assistências, 1,2 desarmes de lançamento e 1,1 roubos de bola por jogo ao serviço de Milwaukee.
Na última época, registou médias de 27,6 pontos, 9,9 ressaltos e 5,4 assistências, mas os Bucks não conseguiram chegar aos play-offs e aumentaram as tensões entre Antetokounmpo e a direção.
"Obviamente, já alcancei muitas coisas na minha carreira, mas um dos meus objetivos é conquistar mais um campeonato. Sinto que este é o melhor caminho para o conseguir", disse o grego.
E não fugiu à ideia de que há expectativas imediatas.
"Dou-me bem sob pressão. Preciso de pressão. Acho que, para atingir o próximo nível, tenho de sair da minha zona de conforto e sinto que Miami era o sítio certo para mim", acrescentou.
Admitiu que deixar Milwaukee foi difícil. É uma das razões pelas quais vai jogar com a camisola número 7, em vez do número 34 que usava nos Bucks.
"Senti que o 34 tem muito peso e muita história. Por respeito à organização que me escolheu no draft e pela qual joguei durante 13 anos, decidi deixar esse número lá e começar um novo capítulo", explicou Antetokounmpo.
