Sporting 70 - 81 FC Porto
O clássico começou com ambos os conjuntos com a mão calibrada e nos primeiros 90 segundos já tinham sido marcados dez pontos (5-5). Nos minutos seguintes, os azuis da Invicta foram mais intensos na defesa, tiveram uma maior eficácia no lançamento exterior e conseguiram liderar o marcador com uma vantagem que chegou a ser de seis pontos (7-13).
Porém, a reação leonina foi lesta e dois pontos de João Fernandes, a um minuto e meio do final do primeiro quarto, deixaram tudo em aberto (14-15).
Perante a resposta contrária, o FC Porto ripostou e com cinco pontos de rajada voltou a distanciar-se (14-20). De pronto, Luís Magalhães reuniu as tropas e os efeitos do desconto de tempo foram imediatos. Os triplos de Malik Morgan e de André Cruz, respetivamente, deixaram o duelo empatado (20-20), mas este período frenético terminou a pender para o lado visitante com uma bomba de Corey Allen nos segundos finais (20-23).
Em desvantagem, os leões assumiram a liderança no reatamento do encontro graças ao acerto de João Fernandes e de André Cruz (24-23). As alternâncias no marcador foram uma constante nos momentos que se seguiram.
Mais agressivos nos ressaltos e eficazes nos lançamentos de dois pontos - 64% face aos 41% do opositor -, os portistas conseguiram ter uma folga considerável (30-38) à passagem dos seis minutos do segundo período. Quando o Sporting tentava encurtar distâncias, havia uma resposta à medida dos rivais da Invicta (36-43).
Com o intervalo a aproximar-se, dois triplos de Stephan Swenson deixaram o Sporting a quatro pontos de distância (39-43), contudo, um lançamento do meio da rua de Corey Allen-Williams ditou o resultado ao intervalo (39-46). Cornelius Hudson foi o elemento mais eficaz nos primeiros 20 minutos com 11 pontos marcados e três ressaltos conquistados.
O descanso não refreou o ímpeto ofensivo de nenhuma das duas equipas, a meio do terceiro período, os comandados de Luís Magalhães corriam atrás do prejuízo, ao passo que os homens de Fernando Sá conseguiam responder às aproximações do rival (47-50) e depressa sacudiram a reação sportinguista (48-60).
Paulatinamente, os donos da casa baixaram a desvantagem da casa dos dois dígitos e ganharam alguma esperança para o derradeiro período (57-63).
Com sete pontos marcados e apenas quatro sofridos (61-70), o emblema nortenho soube gerir a almofada pontual que amealhou e nem a defesa à zona e a pressão a campo inteiro que o Sporting aplicou nos derradeiros quatro minutos foi suficiente para mudar o destino da partida. Quando Tanner Omlid assinou o 66-78 as dúvidas relativamente ao vencedor do clássico ficaram praticamente dissipadas.
Cornelius Hudson exibiu a um excelente nível e fechou o duelo com 27 pontos, máximo no clássico, seis ressaltos e duas assistências. No dia em que o capitão Diogo Ventura realizou o jogo 300 de leão ao peito, o mais inconformado do Sporting foi Stephan Swenson com 13 pontos e cinco assistências.
O jogo dois destas meias-finais está agendado para as 19:00 da próxima segunda-feira e vai decorrer novamente no Pavilhão João Rocha, em Alvalade. Recordamos que o vencedor desta eliminatória irá defrontar na final o Benfica ou a Oliveirense. Neste momento, os encarnados, atuais tetracampeões em título, estão a um triunfo de serem finalistas.

