Basquetebol: Kusturica, pérola sérvia do Barcelona, seduzido pelos milhões da NCAA

Nikola Kusturica
Nikola KusturicaUrbanandsport/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

O jovem formado na cantera culé está prestes a transferir-se para a UCLA por 12 milhões de dólares (10,5 milhões de euros) em dois anos, segundo o portal sérvio Meridian Sport.

Até há pouco tempo, era totalmente proibido que os jogadores universitários nos Estados Unidos recebessem pagamentos pela sua atividade, apesar de tudo o que geravam com ela. No entanto, desde 1 de julho de 2025, as escolas da Divisão I e a NCAA chegaram a um acordo para alterar essa situação.

Com esta mudança, a Europa começou a ter mais dificuldades em reter o seu talento. O mais recente episódio desta situação surgiu com a notícia de que Nikola Kusturica (17 anos), uma das maiores promessas da formação do Barcelona, vai transferir-se para a UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) com um contrato de 12 milhões de dólares por dois anos garantidos.

E não é apenas o dinheiro que leva jovens como o balcânico a fazer as malas; destaca-se também a oportunidade de receber uma educação de excelência numa das melhores universidades do mundo e de ter maior visibilidade nos Estados Unidos para dar o salto para a NBA, o próximo passo na sua carreira profissional.

Do ponto de vista europeu, esta proposta pode parecer uma loucura, já que o valor colocaria Kusturica entre os jogadores mais bem pagos do Velho Continente. Contudo, nos Estados Unidos, isto começa a ser habitual graças aos contratos NIL, que permitem aos jogadores receber rendimentos pela exploração comercial do seu nome e imagem.

Um problema local

A verdade é que estes acordos NIL também estão a gerar um conflito interno, pois fizeram com que o Draft 2026 da NBA tenha o menor número de inscritos dos últimos 23 anos, apenas 71. Em 2025 foram 106, também muito abaixo de 2021, ano em que houve 363 jogadores inscritos, o maior registo de sempre.

No fundo, muitos jovens que duvidam da sua capacidade para fazer carreira na melhor liga do mundo preferem aproveitar ao máximo os seus anos universitários e garantir o maior rendimento possível, criando uma concorrência entre ambas as competições que ninguém esperava.