Recorde aqui as incidências do encontro
Mário Gomes (selecionador de Portugal):
"Perdemos um jogo que podíamos ter ganho. Demonstrámos isso, mas provavelmente mostrámo-lo demasiado tarde. Defendemos muito mal nos primeiros minutos, eles ganharam vantagem e, contra uma equipa com a qualidade do Montenegro, nesta altura da época, é muito difícil recuperar de uma desvantagem de 17 pontos. Conseguimos aproximar-nos, mas o início foi muito mau para nós e deu-lhes muita confiança.
Depois, durante todo o jogo, mas sobretudo na primeira parte, tivemos uma percentagem de lançamento horrível. Ao intervalo tínhamos 22 por cento de eficácia de campo. É impossível ganhar a este nível com esses números. No final continuámos com más percentagens, tanto de dois como de três pontos, e também nos lances livres, onde ficámos abaixo dos 60 por cento. Isso acabou por fazer a diferença.
O que retiro deste jogo é o caráter da equipa. É muito difícil reagir nestas circunstâncias e nós reagimos. Mantivemo-nos unidos, lutámos juntos e mostrámos muito caráter. Não tenho nada a apontar aos jogadores. Foi apenas um mau começo e um dia muito mau na eficácia de lançamento.
Apesar da forma como começámos e da falta de eficácia no lançamento, fizemos outras coisas muito bem, sobretudo defensivamente a partir de determinada altura. Se não o tivéssemos feito, nunca teríamos reduzido para oito pontos no final do terceiro período, nem discutido o jogo até aos últimos segundos.
Ainda há um jogo nesta fase e não há qualquer drama da nossa parte. Não é por acaso que temos duas vitórias e a Roménia também tem duas. Vamos à Grécia fazer o nosso trabalho, dar o máximo e tentar ganhar o jogo. No fim faremos as contas".
Miguel Queiroz (jogador de Portugal):
"Quando andas muito tempo atrás do prejuízo, o cansaço é maior. Estivemos sempre a correr atrás, e depois, quando nos aproximamos, parece que cada posse de bola pesa o dobro. Foi um jogo difícil para nós. Era um jogo que precisávamos de ganhar, não só para garantir a passagem à próxima fase, mas também para continuar a acreditar no apuramento para o Mundial. As contas complicaram-se bastante, mas ainda temos um jogo na Grécia, onde podemos procurar uma vitória que nos coloque novamente em posição de continuar a lutar.
Não há muito tempo para ficar a lamentar. Temos de descansar o melhor possível, viajar para a Grécia e tentar ganhar. Acredito que a equipa mostrou aquilo de que é capaz. Agora, temos de conseguir fazê-lo durante mais tempo, não andar sempre atrás do prejuízo, fazer um jogo equilibrado desde o início".
Travante Williams (jogador de Portugal):
"Entrámos muito mal no jogo e não conseguimos marcar nos primeiros minutos. Esse foi um dos nossos maiores problemas. Perdemos por quatro pontos e falhámos sete lances livres. Eu próprio falhei três. Num jogo destes, esses detalhes fazem toda a diferença.
Se convertêssemos alguns desses lances livres, o jogo ficava ainda mais equilibrado e talvez o adversário sentisse mais pressão. Tivemos a última posse e foi assinalada uma falta sobre mim. Acho que os árbitros vão rever esse lance e perceber que não foi falta.
Temos de jogar melhor. Estamos juntos há alguns anos e esta não foi a melhor imagem daquilo que somos, nem da forma como queremos jogar. É muito difícil ganhar quando fazemos uma exibição deste nível".
