Recorde as incidências do encontro
Três dias depois da sensacional vitória em Espanha (89-95), a formação de Mário Gomes voltou a mostrar que pode discutir o resultado com qualquer adversário, mas desta vez pagou caro a falta de consistência e, sobretudo, as sucessivas perdas de bola, que deram confiança aos georgianos.
Após a segunda de seis jornadas da segunda fase, que qualifica os três primeiros para a fase final do Mundial de 2027, Portugal passou a contar 12 pontos.
Portugal até começou melhor e, depois de um arranque equilibrado, em que vencia por apenas um ponto aos cinco minutos (10-9), subiu a intensidade defensiva e começou a conseguir pontos a partir dos erros do adversário.
Travante Williams e Diogo Ventura apareceram no lançamento exterior, enquanto Neemias Queta se impunha junto das tabelas, e os portugueses foram aumentando a diferença, terminando o primeiro período com oito pontos de vantagem (24-16).
A equipa de Mário Gomes manteve o ascendente no início do segundo quarto e chegou mesmo aos 11 pontos de diferença (32-21), dando a sensação de poder assumir definitivamente o controlo do encontro. A Geórgia, porém, começou a encontrar soluções, sobretudo através de Tornike Shengelia e Alexander Mamukelashvili, e foi progressivamente reduzindo a diferença (34-33).
Portugal ainda voltou a ganhar algum espaço e um triplo de Travante colocou o marcador em 42-38, a 40 segundos do intervalo, mas Mamukelashvili respondeu também de longa distância e deixou os georgianos a apenas um ponto (42-41).
No terceiro período, Portugal começou novamente melhor e chegou aos 52-47, mas uma sucessão de perdas de bola mudou o rumo do encontro, com a Geórgia a aproveitar os erros lusos para correr e conseguir pontos mais fáceis.
A formação georgiana ganhou confiança e passou também a ser muito eficaz de longa distância, com Shengelia e Mamukelashvili em evidência, consumando a reviravolta e entrando no último período com quatro pontos de vantagem (66-70).
O início do derradeiro quarto acabou por ser fatal para Portugal, que voltou a acumular perdas de bola, permitindo à Geórgia disparar rapidamente para 66-76.
Os erros continuaram e os visitantes, cada vez mais confiantes e comandados por Shengelia, Mamukelashvili e Rati Andronikashvili, ampliaram a diferença até aos 17 pontos (68-85), deixando Portugal numa situação praticamente irrecuperável.
A seleção lusa ainda tentou reagir, com Neemias Queta, Rúben Prey e Rafael Lisboa a reduzirem a diferença, mas já não conseguiu verdadeiramente colocar em causa o triunfo georgiano, acabando derrotada por oito pontos (90-98).
Portugal volta à qualificação em novembro, recebendo a Ucrânia, em 26 de novembro, antes de se deslocar à Geórgia, três dias depois, dois encontros importantes na luta pelos três primeiros lugares do Grupo I, que garantem o apuramento para o Mundial.
Ficha de jogo
Jogo no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, em Matosinhos.
Portugal – Geórgia, 90-98.
Ao intervalo: 42-41.
Sob a arbitragem de Gvidas Gedvilas (Lituânia), Valentin Oliot (França) e Dariusz Zapolski (Polónia), as equipas alinharam:
Portugal: Diogo Brito (11), Travante Williams (12), Rafael Lisboa (14), Rúben Prey (15) e Neemias Queta (20) - cinco inicial. Jogaram ainda Francisco Amarante (6), Diogo Ventura (8), Miguel Queiroz (2), Daniel Relvão (2), Ricardo Monteiro, André Cruz e Anthony da Silva.
Selecionador: Mário Gomes.
Geórgia: Goga Bitadze (11), Alexander Mamukelashvili (22), Rati Andronikashvili (20), Marcquise Reed (13) e Tornike Shengelia (26) - cinco inicial. Jogaram ainda Aleksandre Merkviladze, Duda Sanadze (6), Giorgi Ochkhikidze e Giorgi Turdziladze.
Selecionador: Aleksandar Dzikic.
Marcha do marcador: 10-9 (05 minutos), 24-16 (primeiro período), 34-31 (15), 42-41 (intervalo), 52-56 (25), 66-70 (terceiro período), 68-83 (35) e 90-98 (resultado final).
Assistência: cerca de 4.000 espetadores.
