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Boavista reuniu condições financeiras e aguarda decisão dos credores

Boavista viu-se forçado a encerrar portas
Boavista viu-se forçado a encerrar portasBoavista

O presidente do Boavista, Rui Garrido Pereira, disse este sábado ter assegurado os valores necessários para a operação de recuperação e aguarda, com moderado otimismo, um entendimento com os credores, visando a reabertura do emblemático clube português de futebol.

“Não tenho nenhuma bola mágica, mas vamos continuar a trabalhar para reabrir o clube. Antes do seu encerramento, apresentámos um plano de recuperação para ser votado pelos novos credores, tendo em conta a alteração de credores ocorrida em junho. Temos os valores necessários para a operação”, disse o dirigente, à margem das comemorações do 123.º aniversário do Boavista.

Rui Garrido Pereira assegurou que o esforço dos boavisteiros envolvidos, nomeadamente do movimento 'Salvar o Boavista', “permitiu reunir as condições financeiras para a operação nos próximos meses, até à aprovação do plano de recuperação”.

Seria normal que o plano de recuperação apresentado antes de decretado o encerramento pudesse suspender qualquer decisão até à assembleia de credores, mas a senhora administradora de insolvência não entendeu assim e, no dia seguinte, encerrou o clube. Fizemos então uma exposição ao tribunal, explicando que já tínhamos assegurado esse valor da operação para os próximos meses”, referiu.

Para o dirigente dos axadrezados, "o objetivo não é ganhar tempo", mas "esperar que o plano seja votado favoravelmente", para que o Boavista entre em recuperação.

Rui Garrido Pereira defendeu ainda o envolvimento da autarquia do Porto no processo negocial e disse esperar que, durante setembro, tendo em conta que agosto é tradicionalmente um período de férias, seja alcançado um acordo para a recuperação do clube.

A ideia é que, a partir daí, qualquer plano, qualquer pagamento, passa a ser feito dentro do plano de recuperação e mensalmente, de forma ordinária e não avulso e enquanto donativo, com tem sido feito até agora”, acrescentou.

De fora deste plano fica, por agora, o futebol sénior.

No ano passado ainda inscrevemos uma equipa sénior de futebol, porque entendíamos que era necessário ter uma equipa de entrada para acolher os jovens talentos, ainda sem capacidade para chegar ao futebol profissional, mas, algum tempo depois, percebemos que houve o colapso do futebol profissional e que a SAD está sujeita a proibições de inscrever jogadores (‘transfer bans’), que impedem a inscrição da equipa e de jogadores, sem que o clube seja responsável por esses valores”, concluiu o dirigente, antes da missa de aniversário.

Para trás ficaram o hastear da bandeira, precedido pelo hino do Boavista e pelos respetivos “Parabéns”, ambos à capela, junto à estátua da Pantera, no Estádio do Bessa, sob o olhar de largas dezenas de associados, de todas as idades, e de antigos dirigentes, como Tavares Rijo e Álvaro Braga Júnior.

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