Recorde as incidências do encontro
O Santos inaugurou o marcador aos 36 minutos da primeira parte, quando Neymar combinou com Barreal e finalizou de primeira para fazer o golo. Na celebração, simulou um jogo de cartas com os adeptos.

Mas o cenário mudou logo após o intervalo.
Mais forte depois das alterações promovidas pelo treinador, a Chapecoense empatou aos seis minutos da segunda parte, por Marcinho, na sequência de uma jogada iniciada por Giovanni Augusto. Aos 62 minutos, consumou a reviravolta: João Ananias desviou a bola para a própria baliza e marcou um autogolo, colocando os catarinenses em vantagem, apesar de a equipa visitante ter produzido apenas 0,86 de golos esperados (xG) em todo o encontro.
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Quando o Santos parecia encaminhar-se para uma derrota embaraçosa, Neymar voltou a aparecer. O camisola 10 converteu uma grande penalidade bastante contestada aos 89 minutos e evitou a derrota diante do último classificado.

Foi uma exibição de enorme protagonismo individual: o avançado terminou o jogo com nove remates, cinco deles enquadrados, 105 ações com bola, 41 passes no último terço e participação constante nas principais jogadas ofensivas. Foi também a primeira vez, desde abril, que Neymar tentou pelo menos cinco remates num jogo da Série A. O camisola 10 viu ainda um cartão amarelo por protestos.
Os números ajudam a explicar a sensação de frustração na Vila Belmiro. O Santos produziu 1,74 golos esperados (xG), rematou mais de quatro vezes do que a Chapecoense e controlou territorialmente a partida do princípio ao fim. Ainda assim, voltou a revelar fragilidades defensivas e desperdiçou a oportunidade de vencer um adversário que continua afundado na última posição e luta para evitar a despromoção.

Em termos de ocasiões flagrantes de golo, a Chapecoense criou duas e o Santos apenas uma, demonstrando que a equipa paulista também teve dificuldades em transformar o maior volume ofensivo em oportunidades realmente perigosas.
No fim, Neymar salvou o Santos da derrota. Mas o empate soube a pouco. Pela exibição coletiva e pelo contexto do encontro, o ponto conquistado valeu muito mais para a Chapecoense do que para a equipa da Vila Belmiro.

