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Sensações antes da estreia: "Ansiosos por começar, por jogar. Por começar este sonho, que é de todos os portugueses. Na expectativa para começar o mais rápido possível. Felizmente o jogo é bem cedo. O acordar é rápido e isso vai tirar o nervosismo."
Jogar ao meio-dia: "Pela ansiedade por começar, isso até nos favorece, porque aquele nervoso não existe. Temos de preparar rápido e não pensamos tanto no que pode acontecer. Isso ajuda."
Acabar com o título mundial, seria a cereja no topo do bolo? "Era a cereja no topo do bolo de qualquer jogador. Espero fazer aqui o dobro do que fiz no United. Ajudar a ganhar. O mais importante é ser feliz no fim."

Esta é a melhor seleção de sempre? "A melhor seleção de sempre é a que ganha e espero que no final seja assim. Temos um grupo muito forte, mas além das individualidades somos um grupo coeso e muito forte e, por isso, especial. O sonho está lá, não é proibido, mas o foco principal é o jogo de amanhã. Se queremos ser a melhor seleção portuguesa de sempre, temos que pensar no próximo passo e não à frente."
Jogadores estão preparados? "Não há nenhum jogador que não esteja preparado. Todos acreditamos que estamos preparados incluindo o Ricardo Velho. Sabemos que há jogadores mais falados do que outros, que estão em clubes maiores, mas isso não tira a qualidade dos outros jogadores. Acreditamos uns nos outros."
Rúben Dias: "Sabemos que o Rúben é um jogador importante para nós e que logo veremos se estará disponível ou não para jogar."
Época sem competições europeias no Manchester United beneficia? "Obviamente eu espero que seja benéfico, para mim no facto de que possa ajudar a minha seleção, estando melhor, estando mais fresco, assim espero. Não que não me tenha sentido bem em outras alturas em outras competições, mas obviamente tendo menos minutos, tendo menos jogos nas pernas, eu acho que qualquer jogador que chega aqui com, com bastante jogos mas não tantos como muitos outros e com o pouco tempo de descanso que eles tiveram para poder agora estar aqui... espero que isso possa fazer alguma diferença não só da minha parte mas todos aqueles que na nossa seleção tiveram menos minutos que outros e que quando seja preciso que as nossas pernas possam estar um bocadinho mais frescas do que as dos nossos adversários."
Balanço dos primeiros dias em Palm Beach e críticas pelas idas à praia: "Um balanço positivo. Acho que o Matheus (Nunes) já respondeu a isso, mas eu volto a frisar. Foi algo que já estava planeado, algo que faz parte da adaptação também. Se não estivéssemos na praia, teríamos que estar fechados no quarto de hotel, o que provavelmente não é o melhor para a questão física, pelo facto de não termos tanta capacidade dentro do hotel para fazer mobilidade, para nos mexermos, para andar um bocado e também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar para além de boas memórias. Um bom ambiente de grupo, com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos que serão importantes, mas nós estamos habituados a que qualquer coisa que façamos seja vista por alguns de maneira positiva, por outros de maneira negativa. O que eu quero deixar também de mensagem para o nosso povo e para vocês também em geral é que nós estamos a fazer de tudo para que cheguemos ao jogo de amanhã na melhor forma para representar o país da melhor forma. E acreditem que tudo aquilo que nós estamos a fazer, incluindo as idas à praia, são para o benefício daquilo que será a condição física de todos os jogadores, para que possamos também descansar da melhor maneira. Poder ajustar os horários da melhor maneira e também adaptar ao sol, como o Matheus falou. Nós em Manchester não vemos sol muitas vezes, por isso é importante também termos essa adaptação."
RD Congo está 40 lugares abaixo no ranking. O que espera deste adversário? "Em primeiro lugar, o ranking conta pouco neste tipo de competições, porque o ranking é bonito e está lá. Os pontos são feitos, obviamente, de maneira diferente para todas as seleções porque não jogamos uns contra os outros regularmente, digamos assim. O Congo é uma seleção muito capaz, uma seleção com muita qualidade, onde tem jogadores que maioritariamente jogam nas grandes ligas também. Podem não ter nomes tão sonantes como a nossa seleção, mas têm nomes bastante conhecidos e com carreiras muito boas até ao dia de hoje e que merecem todo o nosso respeito. São uma seleção bastante física defensivamente, que tanto pode jogar com uma linha de cinco como uma linha de quatro. Já avaliámos isso. São uma seleção também com muita boa capacidade de transição pela capacidade dos médios deles conduzir bola e também pela velocidade que têm na frente. Mas nós, mais do que isso, sabemos daquilo que somos capazes, daquilo que temos que fazer defensivamente para não dar muitas oportunidades. Reação à perda da bola, quando assim acontecer tem que ser, tem que ser muito forte e principalmente tentar controlar o jogo com bola porque somos bastante capazes disso e de criar muitas oportunidades. E depois, finalizá-las, se possível..."
Meio-campo com dois bicampeões europeus, Vitinha e João Neves: "Sinto-me bem porque o nosso meio-campo é repleto de qualidade. O João, o Vitinha, o Bernardo, o Rúben Neves, o Samu, são todos eles jogadores que acrescentam algo diferente à nossa seleção. Obviamente não vou entrar pela questão dos três jogadores porque não sei se vão jogar os três, não sei se assim o mister vai decidir ou não. Mas o que eu sei é que independentemente de todos os nomes que eu falei, eu acho que a seleção está bem servida. E como eu disse do Congo, há sempre nomes mais sonantes, outros menos sonantes, mas todos são importantes. E na nossa seleção não há diferença entre ser o melhor jogador da Premier League ou o bicampeão europeu, porque olhamos para todos da mesma maneira, olhamos para todos nós com a sensibilidade de saber que o nosso colega que está ao lado quer jogar na posição onde nós estamos a jogar, mas ao mesmo tempo está lá para nos ajudar e para dar o melhor pela nossa seleção. Por isso, prefiro não entrar por aí. Espero que Portugal, independentemente do 11 que jogar, não só do meio-campo, tenha o melhor 11 do mundo."
Último Mundial de Cristiano Ronaldo: "Como eu disse, para todos nós nesta seleção, creio que quase todos crescemos a ver o Cristiano jogar, e para nós é uma honra tê-lo tão perto agora connosco e poder jogar com ele. Acho que também há nervosismo do lado dele, porque obviamente é jogar um Mundial pela sua seleção e acho que todos sabemos o carinho e o apaixonado que ele é por jogar por Portugal. E eu acho que ele está muito entusiasmado também, como em todos os outros que já jogámos, e nós estamos todos aqui preparados para o ajudar e ajudar Portugal a chegar o mais longe possível."
Ainda há nervosismo num grupo tão experiente? "Eu, particularmente, fico sempre nervoso. Eu sinto como se fosse o primeiro. Estou nervoso por estar aqui agora. Estarei nervoso amanhã. Acho que é um nervoso de ansiedade de querer jogar, de querer estar dentro do campo. A minha vontade não era tanto de vir para aqui falar convosco com todo o respeito, mas era mais entrar no campo e poder dar uns toques. Acho que esse nervosismo faz parte. Representamos a nossa seleção, o nosso país, o nosso povo, o sonho de milhares de meninos e meninas que estarão em Portugal a olhar por nós e a olhar para nós. Eu já fui essa criança em 2004 no Europeu... caminhava pelas estradas até aos ecrãs gigantes para tentar ver Portugal, com uma bandeira às costas, a bandeira pintada na cara. E eu vejo-me um bocado nesse menino ainda em campo. E mais do que isso, quero que esses meninos que tanto olham para nós e tanto nos idolatram possam amanhã sentir-se bem representados e e sonhar cada vez mais um dia poder cá estar, porque foi assim que começou o meu sonho e hoje estou aqui. Espero que muitos deles consigam também alcançar isso."
Dificuldades contra equipas africanas: "Acho que é sempre diferente. Cada seleção é diferente e podemos jogar contra equipas africanas que não jogam da mesma maneira. Da mesma forma que podemos jogar contra equipas europeias que não jogam da mesma maneira. Nós sabemos muito bem do que eles são capazes. Tenho dois bons amigos na seleção deles que jogaram comigo no Manchester United, por isso conheço-os muito bem. Também jogo contra alguns deles na Premier League. Portanto, acho que são uma equipa muito bem preparada, que nos pode causar muitos problemas, mas nós preparámo-nos para tudo o que eles possam fazer. Obviamente, esperamos que não nos surpreendam. Mas sabendo que eles fisicamente são muito fortes, uma equipa que é muito, muito, muito forte também em contra-ataques, com a velocidade que têm na frente e também com as qualidades no um contra um. Muito bons nos cruzamentos do lado direito, nós vimos isso e também trabalhámos sobre isso. E esperamos um jogo muito difícil porque acho que, não apenas por jogarmos contra eles, mas acho que, no geral, num Campeonato do Mundo não se pode esperar jogos fáceis."
Memória e homenagem a Diogo Jota: "Obviamente é muito importante para nós. É alguém que esteve no grupo durante tanto tempo, alguém com quem joguei nos sub-21 durante muito tempo e depois viemos para a seleção principal quase ao mesmo tempo. Joguei muito contra ele na Premier League. Acho que toda a gente já falou sobre ele. É difícil falar sobre isso agora porque nesta altura serão sempre palavras elogiosas, mas a realidade é que o Diogo era um excelente colega de equipa, muito terra a terra, muito apaixonado pelo que podia fazer pelo nosso país e pelo futebol em geral. Obviamente, ele continua a ser parte do nosso grupo. Não apenas ele, mas também trazemos connosco um pouco do irmão dele, porque não nos podemos esquecer que, infelizmente, não foi apenas o Diogo. O irmão dele estará igualmente nos nossos pensamentos."
Coletivo em vez do individual: "Obviamente o coletivo é sempre o mais importante, mas as individualidades têm que estar ao maior nível para poder ajudar Portugal a ganhar. E nós falamos de competições, claro que obviamente eu acho que o grupo de 2006 era muito forte também, tínhamos grandes nomes, grandes jogadores que marcaram a história do nosso país e do futebol também, não só do nosso país, mas do futebol mundial. Em 2016 tivemos um herói improvável, e foi preciso um momento de grande brilhantismo do Éder para podermos ser campeões europeus. E eu espero que, independentemente de quem seja, por exemplo, temos agora um jogador que esteve na calha de muita gente, vem não vem, que é o Guedes, que nos deu a nossa primeira Liga das Nações e por aí fora. Eu acho que as individualidades vão ser sempre importantes porque dentro de um coletivo temos que ter individualidades fortes que depois, quando o coletivo não consegue criar alguma coisa, ter um momento de brilhantismo para ajudar. E eu acho que nós temos isso, neste momento temos um grupo muito coeso, muito forte e que, a qualquer momento, tem jogadores que são capazes de criar situações do nada, criar golos, fazer golos e ajudar a não sofrer esses golos também, para não me esquecer das defesas, senão eles chateiam-se, os guarda-redes. Mas o mais importante agora é que o grupo consiga, como um todo, fazer um Mundial excelente para que todos nós possamos sair daqui mais valorizados."
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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