Mundial-2026: Yoane Wissa confiante de que RD Congo pode pôr Portugal à prova

Jogadores da RD Congo no treino antes de defrontar Portugal
Jogadores da RD Congo no treino antes de defrontar PortugalTroy Taormina

A RD Congo será uma das últimas equipas a iniciar a sua campanha no Mundial-2026, quando defrontar Portugal no seu jogo de estreia do Grupo K, em Houston, esta quarta-feira, mas a espera valerá a pena para o avançado Yoane Wissa.

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A equipa realizou um longo estágio na Europa, tendo como pano de fundo o surto do vírus Ébola no país, com jogos de preparação frente à Dinamarca e ao Chile antes da chegada a Houston, onde a humidade sufocante exigiu alguma adaptação.

Por outro lado, isso permitiu aos jogadores assistir aos primeiros 20 jogos do torneio e perceber o nível da competição, tendo em conta que o país esteve ausente desde a sua única participação anterior, como Zaire, em 1974.

"Sente-se sorte porque temos tempo para ver todas as equipas e perceber a competição e como é jogar o Mundial", afirmou Wissa esta terça-feira.

"Agora sentimos algum nervosismo, mas estamos ansiosos por começar. Portugal é uma das melhores equipas do mundo e penso que está a lutar para vencer o Mundial, por isso temos de estar muito fortes, mental e fisicamente", acrescentou.

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A RD Congo vai defrontar Cristiano Ronaldo, que Wissa conhece bem da Premier League, tendo jogado contra ele pelo Brentford quando o avançado português estava na sua segunda passagem pelo Manchester United.

"Ele marcou-nos (de penálti), por isso sim, vai ser a terceira vez que jogo contra ele. É um dos ídolos de qualquer jogador, mas amanhã vamos olhar-lhe nos olhos e esperamos conseguir vencer", disse Wissa.

Marrocos, Costa do Marfim, Egito e Cabo Verde começaram todos bem o Mundial-2026 e Wissa espera que a RD Congo consiga manter esse bom registo para o continente africano.

"O que eles têm feito é mostrar ao mundo que as equipas africanas são boas. Isso é mesmo importante. Agora temos 10 equipas a competir (no Mundial) e, sem dúvida, temos qualidade. Estou muito feliz e muito satisfeito com as equipas africanas até agora", assumiu.

Wissa teve uma época marcada por lesões no Newcastle na temporada 2025/26, mas consegue refletir sobre o percurso que fez na carreira até chegar a um Mundial.

"É um grande privilégio. Nunca dou nada como garantido, por isso estou mesmo feliz por este momento, por mim e pela minha família, que sempre me apoiou", afirmou.

"É um grande palco para mim, para a equipa do Congo e para os adeptos. Significa muito", concluiu Wissa.

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