Na mais longa etapa desde 2003, com 234,3 quilómetros a ligarem Saint-Martin-le-Vinoux a Le Puy-en-Velay, em França, Charmig, que integrava a fuga do dia, venceu em 5:40.29 horas, conseguindo o segundo triunfo como profissional e o primeiro no WorldTour.
Graças a um ataque na derradeira de cinco contagens de montanha, Charmig conseguiu deixar a 41 segundos o francês Henri-François Renard-Haquin (Picnic PostNL) e o belga Vlad Van Mechelen (Bahrain-Victorious), segundo e terceiro, respetivamente.
A fuga do dia, que tinha uma dezena de ciclistas, chegou a ter mais de seis minutos de vantagem, que deixava o francês Clément Braz Afonso (Gorupama-FDJUnited) na liderança virtual, mas o luso-descendente acabou na quinta posição, não conseguindo entrar no top 10, embora seja o primeiro da classificação da montanha.
Com um pequeno susto de ter perdido virtualmente a camisola amarela, o francês Alex Baudin (EF Education-EasyPost) manteve a liderança, com 32 segundos de vantagem sobre o belga Ramses Debruyne, segundo classificado, e sobre o norte-americano Kevin Vermaerke (UAE Emirates), que subiu a terceiro.
No regresso à estrada, depois de uma longa paragem por doença, o português João Almeida (UAE Emirates) voltou a ter uma etapa complicada, descolando logo na subida ao Col de Chatain, uma segunda categoria aos 22,8 quilómetros.
Depois de ter chegado no último grupo na primeira etapa, o vice-campeão da Vuelta 2025 ainda reentrou no pelotão, antes de ficar definitivamente para trás no Côte des Barraques, a cerca de 30 quilómetros do final, perdendo quase 14 minutos.
João Almeida chegou com o compatriota e companheiro de equipa Ivo Oliveira num grupo que cortou a meta a 13.47 minutos do vencedor, ficando no 139.º posto, a 34.43 minutos, enquanto o campeão português é 112.º, a 31.45.
Na terça-feira corre-se um contrarrelógio por equipas de 28,4 quilómetros em Perreux, que pode ser importante para as contas finais do Tour Auvergne-Rhône-Alpes.
