Federação de ciclismo pediu subida de escalão da Volta a Portugal

Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo
Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo@Facebook Cândido Barbosa

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) entregou à União Ciclista Internacional (UCI) um pedido para que a Volta a Portugal possa subir de escalão no calendário internacional em 2027, ano do centenário da corrida.

“Foi feito um pedido à UCI (para subir de escalão). Não é o ano que normalmente a UCI está disponível, a UCI está disponível de dois em dois anos, este não é o ano apropriado. Mas utilizámos a regra da exceção, visto que o próximo ano é ano centenário e gostaríamos muito de poder estar num escalão acima”, disse o presidente da FPC, Cândido Barbosa.

Em declarações aos jornalistas, após a apresentação dos Jogos Santa Casa como patrocinador principal da 87.ª edição da Volta a Portugal, o antigo ciclista diz que a FPC está “a dar sinais, a criar a almofada para que realmente a UCI perceba que este será o caminho”, realçando o facto de uma cadeia internacional transmitir as etapas através das suas aplicações para mais de 70 países.

“Esse é um dos requisitos que a UCI valoriza bastante e que nós também gostaríamos muito que pudéssemos chegar a outros países para oferecer este garante (de retorno) a todas as equipas que aqui participam”, assumiu.

Sobre a 87.ª edição da Volta a Portugal, que se corre de 05 a 16 de agosto, Cândido Barbosa diz que estão “a ultimar aqui algumas situações” para tudo estar pronto em 08 de julho, dia da apresentação oficial na Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

“Nunca nos esquecemos de que a Volta a Portugal é património nacional e de que gostaríamos muito que a internacionalização da Volta, que não é fácil e que não se faz de um dia para o outro, fosse o nosso principal objetivo para o crescimento da nossa modalidade, para a sustentabilidade da mesma”, assumiu.

Sem revelar qualquer informação sobre as etapas, embora durante a cerimónia na Sala de Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tenha sido dito que vai percorrer Portugal de Norte a Sul, o presidente da FPC diz que o percurso está praticamente fechado.

“As etapas estão relativamente todas fechadas, temos algumas coisinhas pendentes, o pendente não significa estar por fechar, são pendentes, de qualquer forma no dia 08 revelamos todas as etapas”, garantiu.