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Volta: Feira dos Sofás-Boavista foi “protagonista” e GI Group Holding a “sensação”

Volta a Portugal terminou no passado domingo
Volta a Portugal terminou no passado domingoRodrigo Rodrigues / Igor Martins / FPC

A Feira dos Sofás-Boavista considera que foi a “protagonista” da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, além da vitoriosa Anicolor-Campicarn, e a GI Group Holding-Simoldes-UDO crê que foi a “equipa sensação” entre as 17 presentes na corrida.

Numa prova tragicamente marcada pela morte de Finlay Tarling, corredor britânico de 19 anos, a Anicolor-Campicarn venceu pelo terceiro ano seguido, e obteve, como em 2025, os dois primeiros lugares da classificação geral, com o francês Alexis Guérin a sagrar-se vencedor e o russo Artem Nych em segundo, à frente de Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), que subiu ao pódio final no domingo, no Porto.

"A Anicolor-Campicarn fez uma volta muito boa, tem os ciclistas mais fortes. Damos-lhe os nossos parabéns. À parte da Anicolor, fomos os maiores protagonistas. Fomos uma equipa que foi sempre à luta pelos seus objetivos, que procurou definir bem as estratégias e lutar pelos seus interesses. Foi uma Volta muito bem conseguida”, realçou o diretor desportivo, André Cardoso, após a corrida.

Além de guiar o ciclista de Barcelos, com 25 anos, ao terceiro lugar, a formação nortenha participou em inúmeras fugas nos 11 dias de corrida, e vestiu por vários dias a camisola azul, de líder da classificação da montanha, pelo espanhol Oscar Rota, considerado o ciclista mais combativo da prova, tendo-lhe apenas faltado vencer uma etapa e vestir a camisola amarela, pelo menos num dia.

“No início da Volta a Portugal, disse que o objetivo era ter um ciclista no top-3, ganhar uma etapa e andar de amarelo. Conseguimos um desses objetivos. Não conseguimos andar de amarelo, nem ganhar uma etapa, mas estivemos muito perto disso”, assumiu o responsável.

A Feira dos Sofás-Boavista foi terceira na classificação por equipas, atrás da Anicolor-Campicarn e da GI Group Holding-Simoldes-UDO, que superou a fasquia estabelecida à partida para a classificação geral, ao garantir o quarto lugar, por José Neves, a escassos seis segundos do pódio, o nono lugar, por Rui Carvalho, e o 12.º, por Adriàn Bustamante.

“Excedemos as expetativas em termos coletivos. Eu ambicionava um top-3. Já por duas vezes tinha feito top-4 por equipas. Esta equipa foi a grande sensação da Volta a Portugal”, realçou o diretor desportivo, Manuel Correia, enaltecendo o segundo lugar na classificação por equipas.

Grato por dispor da equipa completa pela primeira vez na temporada, o responsável preferiu “ser prudente” na antecâmara da Volta, para “não pôr pressão nos corredores” e por causa das condicionantes associadas à corrida, como o calor ou as quedas, embora considere que José Neves tinha capacidade para subir ao pódio.

“Tinha esperança de que o Zé poderia fazer top-5. Na Serra da Estrela, disse-lhe que ia fazer top-3. Só não fez, porque, aqui e ali, precipitou-se e cometeu alguns erros que lhe custaram um bocadinho caro”, vincou, ressalvando que a equipa vai “manter a filosofia de aposta na juventude” no próximo ano.

Já a Efapel, que tem dominado a temporada velocipédica lusa, a par da Anicolor-Campicarn, ficou aquém dos objetivos traçados, com Tiago Antunes a obter o sexto lugar, após perder tempo na Torre e no Gerês, e Jesús David Peña (28.º) e Lucas Lopes (32.º) a nem sequer alcançarem os 10 primeiros da geral, como tinham feito em 2025.

Emanuel Duarte repetiu o oitavo lugar do ano passado, na liderança de uma Credibom-LA Alumínios-MarcosCar que vencera a classificação da montanha em 2025 e que realizou, neste ano, uma Volta mais discreta, e Diogo Barbosa, com uma segunda semana em bom plano, foi o representante da Tavira-Crédito Agrícola no topo da geral, com o 10.º lugar.

Embora esperasse mais de Afonso Silva, corredor que caiu logo na primeira etapa em linha, e terminou a prova no 24.º posto, a equipa mais antiga do mundo venceu uma etapa, por Francisco Campos, na chegada ao Palácio Nacional de Queluz.

Numa corrida em que as etapas pertenceram, na maioria, à UAE Emirates, com quatro, a última das quais pelo campeão olímpico português Rui Oliveira, no Porto, e à Anicolor-Campicarn, com três, também a Euskaltel-Euskadi, por Xabier Isasa, em Peso da Régua, e a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua venceram tiradas.

Na chegada a Elvas, a equipa dirigida por Gustavo Veloso, vencedor da Volta em 2014 e em 2015, dominou o sprint final e conquistou a primeira vitória da época pelo venezuelano Leangel Linarez, numa corrida em que garantiu ainda o 15.º lugar da geral e o segundo da classificação da juventude, por Rafael Barbas, o melhor sub-23 luso em prova.

A Aviludo-Louletano-Loulé envolveu-se em várias fugas e trabalhou na dianteira do pelotão para garantir chegadas ao sprint, que o argentino Tomas Connte foi incapaz de aproveitar, e alcançou o 11.º lugar da geral, pelo veterano Jesús del Pino, enquanto a Feirense-Beeceler e a estreante Óbidos Cycling Team rubricaram participações discretas.