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Volta: Anicolor-Campicarn cimenta supremacia e quer prolongá-la

Anicolor-Campicarn venceu a Volta a Portugal pelo terceiro ano consecutivo
Anicolor-Campicarn venceu a Volta a Portugal pelo terceiro ano consecutivoVolta a Portugal

O diretor desportivo da Anicolor-Campicarn, Rúben Pereira, afirmou este domingo que a Volta a Portugal será o principal objetivo de um projeto com “futuro assegurado por largos anos”, após vencer a corrida pelo terceiro ano consecutivo.

Após a vitória de 2022, com o uruguaio Mauricio Moreira, a estrutura sediada em Águeda domina ininterruptamente a Volta desde 2024, com o russo Artem Nych a conquistar a camisola amarela nesse ano e a repetir o feito em 2025, com Alexis Guérin em segundo, antes dos dois ciclistas inverterem as classificações e o gaulês vencer a edição deste ano, que terminou hoje.  

Foi uma conquista do bloco. Há aqui uma peça importante que não posso deixar de realçar hoje, que é Artem Nych (segundo classificado), que foi um colega exímio, um senhor em cima da bicicleta. Foi o vencedor das duas últimas Voltas a Portugal. Teve uma postura muito correta. Desde o primeiro momento, quis apoiar o Guérin”, disse aos jornalistas após a cerimónia do pódio final.  

O responsável pela equipa que venceu três etapas, em Albufeira, na Torre e na Senhora da Graça, número apenas superado pelas quatro tiradas da UAE Emirates, salientou que a equipa “trabalhou muito desde o início do ano” para estar “a 100%” numa Volta que estaria “a um nível mais alto” face às anteriores e promete esforço para manter a supremacia da Anicolor-Campicarn.

Este projeto tem o futuro assegurado por largos anos. Temos patrocinadores. É um voto de confiança neste projeto. A ideia é manter a estrutura que temos. Iremos reforçar-nos no sentido de termos maior presença portuguesa na estrutura. O nosso objetivo passará sempre pela Volta a Portugal e por, sempre que possível, correr no estrangeiro”, perspetivou.

Também o camisola amarela da recém-terminada Volta a Portugal enalteceu o papel de Artem Nych na sua vitória, assim como os de Rúben Pereira, do trepador francês Louis Ferreira, “um gregário”, e dos restantes corredores e membros do ‘staff’, que trabalharam “a 200%”.

“Muitas pessoas julgavam que o Artem (Nych) ia correr para si, mas o Artem também correu por mim. Os corredores e o 'staff' trabalharam muito para mim. Não podemos ganhar quando uma equipa não trabalha como uma equipa. Não ganhei a Volta. A Anicolor-Campicarn ganhou a Volta”, disse Alexis Guérin.

O francês, de 34 anos, vinca que o próximo objetivo na temporada é “ajudar os outros corredores da equipa” a cumprirem os seus objetivos.