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Ciclismo: Pogacar à conquista da Vuelta, a última grande que lhe falta

Tadej Pogacar
Tadej PogacarReurters

Cinco vezes campeão do Tour de France e vencedor de um Giro de Itália, Tadej Pogacar apresenta-se como o grande favorito a conquistar a Volta a Espanha (Vuelta a España), que arranca no sábado no Mónaco, pela primeira vez na história.

Na última grande volta por etapas que ainda lhe falta conquistar, o esloveno perfila-se como o adversário a bater ao longo das 21 etapas e mais de 3.000 km, até terminar a 13 de setembro em Granada.

"A Vuelta a Espanha é um objetivo que falta na minha carreira. Vencer as três grandes voltas é um grande sonho que tenho há alguns anos. É um objetivo enorme", afirmou o esloveno na quinta-feira, em conferência de imprensa.

Pogacar não regressava a Espanha desde a sua estreia na Vuelta em 2019, quando terminou em terceiro e venceu três etapas. 

"Não vem correr a Vuelta, vem para ganhá-la", afirmou o diretor da prova, Javier Guillén, no início do mês à Cadena Ser.

Na ausência do lesionado Jonas Vingegaard, atual campeão, o esloveno terá de enfrentar ciclistas como o seu compatriota Primoz Roglic, quatro vezes vencedor da prova espanhola (2019, 2020, 2021 e 2024).

Outros candidatos ao pódio são o belga Wout Van Aert ou o espanhol Enric Mas, que liderará a equipa Movistar, assim como o equatoriano Richard Carapaz, recente rei da montanha no Tour, o austríaco Felix Gall ou o dinamarquês Mads Pedersen.

"(Pogacar) É o melhor do mundo e ganhou de forma clara tudo o que fez", reconheceu na quinta-feira Richard Carapaz, mas avisou que tem "o objetivo bem definido de lutar pela geral".

Se Pogacar estiver em boa forma, parece pouco provável que lhe escape o triunfo na última grande que falta no seu palmarés e que o tornaria no quarto ciclista a vencer Tour e Vuelta na mesma temporada.

"Dar espetáculo"

Pogacar "só sabe dar espetáculo", acrescentou Guillén, algo que será potenciado pelo percurso montanhoso da prova, que promete transformar esta edição da Vuelta numa das mais exigentes de sempre.

Após duas primeiras etapas com partida no Mónaco e uma terceira etapa em França, entre Gruissan e Font-Romeu, o pelotão seguirá junto ao mar Mediterrâneo rumo ao sul, em direção à Andaluzia, com um grande final em Granada.

Pelo caminho, quatro etapas de média montanha e seis de alta montanha, com um desnível total de 58.156 metros, muito acima do Giro ou do Tour.

A corrida torna-se séria já na terceira etapa, em Font-Romeu, antes da primeira grande etapa de montanha no dia seguinte, em Andorra. Depois seguir-se-ão subidas como Valdelinares, Calar Alto, o maciço de La Pandera ou o Alto de Aitana.

Um curto troço de sterrato na sexta etapa, com final em Castellón, será um desafio adicional.

Etapa rainha

Os sprinters terão poucas oportunidades, mas os roladores, assim como os candidatos à geral, enfrentarão duas contrarrelógios: no primeiro dia, no Mónaco, com 9 km, e na 18.ª etapa, com 32 km pelos vinhedos de Cádis.

A etapa rainha será disputada na véspera do final, com uma jornada de mais de 5.000 metros de desnível positivo até ao topo do Collado del Alguacil, a mais de 1.800 metros, após uma subida de 8,3 quilómetros com 9,8% de inclinação média.

A prova terminará em Granada com uma etapa final que incluirá um circuito urbano e chegada junto ao palácio da Alhambra.

Os organizadores esperam que o desporto e o espetáculo sejam os protagonistas este ano, depois dos protestos contra a equipa Israel Premier Tech que marcaram a edição de 2025.

A estrutura dessa equipa foi transformada na NSN Cycling, agora patrocinada pela empresa de desporto cofundada pelo ex-futebolista espanhol Andrés Iniesta.