É um capítulo muito importante do ciclismo francês que se encerra. Aos 34 anos, Julian Alaphilippe pendura a bicicleta. Não haverá digressão de despedida: o corredor da Tudor termina a sua carreira com efeito imediato.
O seu cansaço durante o último Tour, no qual não conseguiu influenciar a corrida, era evidente. Loulou, bicampeão mundial em 2020 e 2021, nunca recuperou totalmente da queda em Liège-Bastogne-Liège em 2022, que lhe provocou um pneumotórax.
Em 2023, deixou Patrick Lefevere, o seu eterno manager no ciclismo profissional com a camisola da Quick Step e todas as suas variantes.
Alaphilippe venceu a Milão-Sanremo (2019), três vezes a Flèche Wallonne (2018, 2019, 2021), as Strade Bianche (2019), a Klasikoa (2018) e o Grande Prémio de Quebeque (2015). Quinto classificado no Tour em 2019, vestiu no total a Camisola Amarela durante 18 dias, distribuídos por três edições. Conquistou pelo menos uma etapa em cada uma das Grandes Voltas.
Eterno atacante, Alaphilippe manteve-se como um dos favoritos do público francês ao longo das estradas.
