“Estamos tão agradecidos, comovidos e orgulhosos dos colegas ciclistas do Fin pelo protesto de hoje na Volta à Lombardia”, escreveu Michael Tarling, nas suas redes sociais.
Finlay Tarling, de apenas 19 anos, morreu durante a oitava etapa da Volta a Portugal, após ter chocado de frente com um veículo ligeiro de mercadorias que não pertencia à caravana e que seguia em sentido contrário ao da corrida, em Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima.
“É preciso haver mudanças e nenhuma outra família deveria receber a chamada que recebemos em 14 de agosto. Esperamos sinceramente que a União Ciclista Internacional esteja a ouvir e que alterações sejam feitas”, concluiu.
O pelotão atrasou hoje cinco minutos o início da Volta a Lombardia, em protesto contra os sucessivos incidentes com veículos que invadem as corridas, com o ‘porta-voz’ Remco Evenepoel a recordar a morte de Finlay Tarling na Volta-2026.
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Além do vídeo da intervenção do duplo campeão olímpico, Michael Tarling partilhou ainda um comunicado publicado por vários ciclistas, incluindo o português João Almeida.
Nele, os ciclistas mostram-se “unidos contra os riscos desnecessários” que estão a correr e recordam “os vários incidentes com veículos” ocorridos esta semana.
Na Tre Valli Varesine, o espanhol Marcel Camprubí e o britânico Thomas Gloag foram abalroados por uma mota da polícia que seguia em sentido contrário à prova, um dia depois de uma carrinha de distribuição ter irrompido no percurso da Coppa Bernocchi, igualmente em Itália, sem causar acidentes.
“Felizmente, ambos escaparam com cortes e hematomas, mas podia ter sido muito pior. Este verão, uma vida foi tragicamente perdida exatamente por causa de uma falha destas”, lembram os corredores, em alusão à morte de Tarling.
Os ciclistas acusam a UCI e os organizadores de não cumprirem a obrigação de garantir a sua segurança, instando-os a assumirem responsabilidades e a agir.
