Pogacar, vencedor na Lombardia nos últimos cinco anos e companheiro de Del Toro na equipa UAE Emirates, está a recuperar da queda que sofreu durante a última Volta a Espanha, no final de agosto.
Del Toro demonstrou nas últimas semanas que atravessa um excelente momento de forma: venceu o GP de Montreal em meados de setembro, apenas uma semana antes de terminar no 5.º lugar do Campeonato do Mundo de estrada, no mesmo percurso no Canadá, e em 6.º na prova de contrarrelógio.
Na quinta-feira, no Giro do Piemonte, uma prova de preparação para a Lombardia, o ciclista de 22 anos, terceiro no último Tour de France, esteve entre os protagonistas ao atacar a 18 km da meta, na principal subida do dia.
Quinto no ano passado
Apenas o neozelandês Finn Fisher-Black conseguiu segui-lo e os dois mantiveram-se em fuga até o pelotão os alcançar pouco antes do último quilómetro da prova, que acabou por ser ganha pelo francês Dorian Godon.
Apesar disso, Del Toro, que já foi quinto na última edição do Giro da Lombardia, queixou-se de dores num joelho desde o Campeonato do Mundo no Canadá.
Para dar uma ideia do que Pogacar conseguiu no "monumento" mais montanhoso do ciclismo - detém o recorde de vitórias, juntamente com Fausto Coppi, embora o esloveno o tenha alcançado em cinco edições consecutivas -, todos os vencedores anteriores ao líder da UAE já se retiraram: Vincenzo Nibali, Thibaut Pinot, Esteban Chaves, Jakob Fuglsang...
A única exceção é o neerlandês Bauke Mollema, vencedor em 2019, que aos 40 anos se despedirá do ciclismo profissional no sábado.
O percurso desta clássica será, mais uma vez, implacável: 239 km entre Bérgamo e Como e seis contagens de montanha, para um desnível positivo acumulado de 4.600 metros.
Os principais candidatos à vitória na Lombardia deverão ser o belga Remco Evenepoel e o francês Paul Seixas. Também não se pode esquecer que o adversário pode estar dentro da própria equipa, com o norte-americano Brandon McNulty, o novo campeão do mundo.
Evenepoel e Seixas, os grandes rivais
Evenepoel, segundo no ano passado, atrás de Pogacar, sagrou-se campeão do mundo de contrarrelógio no Canadá e, embora tenha ficado aquém na prova de estrada, redimiu-se uma semana depois com o título de campeão da Europa.
Apesar de certamente continuar a ter presente a edição de 2020, quando esteve perto de morrer: na descida do Muro de Sormano, o belga saiu da estrada numa curva e caiu no vazio de uma altura de 10 metros, sofrendo uma fratura da bacia e uma contusão pulmonar.
Seixas, aos 20 anos, é a revelação da temporada e a Lombardia é, sem dúvida, o "monumento" que melhor se adapta às suas características de trepador.
Também surgem como candidatos à vitória o britânico Tom Pidcock, o italiano Giulio Ciccone e o norte-americano Matteo Jorgenson.
O que está claro é que haverá um nome inédito no palmarés dos "monumentos", depois de 12 dos últimos 13 terem sido conquistados por Pogacar e Mathieu van der Poel, com a exceção de Wout van Aert no último Paris-Roubaix.
E, tal como o esloveno, o neerlandês e o belga não estarão à partida em Bérgamo no sábado.
