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MotoGP: GP do Catar avança apesar das preocupações com a segurança dos pilotos

Francesco Bagnaia e Marc Marquez em ação
Francesco Bagnaia e Marc Marquez em ação REUTERS / Ibraheem Al Omari

A MotoGP prepara-se para realizar o Grande Prémio do Catar, mesmo perante a exigência de um grupo de pilotos por mais garantias para viajar para a região, enquanto os organizadores defendem que um "ambiente de risco zero" é irrealista.

A corrida no Circuito Internacional de Lusail, inicialmente agendada para abril, foi adiada para os dias 6 a 8 de novembro devido ao conflito regional.

"A MotoGP forneceu às equipas e aos pilotos todas as garantias disponíveis por parte do Estado do Catar, do circuito... e dos nossos próprios processos contínuos de avaliação de risco. Respeitamos totalmente as preocupações levantadas e sublinhamos que a segurança continua a ser a prioridade para todos os envolvidos", afirmou um porta-voz da MotoGP à Reuters.

No entanto, o porta-voz afirmou que a expectativa de um ambiente de risco zero não era realista em qualquer parte do mundo, por parte de qualquer governo ou organizador.

"Ao longo dos últimos meses, mantivemos um diálogo contínuo com as equipas e os pilotos, partilhando as informações mais recentes disponíveis, facultando acesso direto aos documentos e respondendo às perguntas de forma aberta e transparente", acrescentou.

Carlos Ezpeleta, diretor executivo-adjunto da MotoGP, visitou o Catar na quinta-feira, onde o presidente do circuito, ‌Abdulrahman Al-Mannai, afirmou que estavam prontos para receber os pilotos, as equipas e os adeptos na 20.ª ronda da época.

No entanto, a embaixada de Espanha no Catar emitiu um aviso a exortar os seus cidadãos a não viajarem para o país do Golfo, a menos que fosse absolutamente necessário.

Os espanhóis constituem a maior fatia dos pilotos da grelha, incluindo o campeão mundial Marc Marquez.

Plano de evacuação definido

Uma fonte da MotoGP afirmou que o Catar garantiu que as equipas não ficariam retidas em caso de agravamento do conflito e que poderiam abandonar o país em segurança a tempo das duas últimas rondas, em Portugal e Espanha, no final de novembro.

"Exigências adicionais impossíveis de satisfazer à última hora ultrapassam aquilo que pode realisticamente ser garantido por qualquer organizador de eventos, governo ou entidade desportiva. A nossa posição baseia-se exclusivamente nas informações mais atualizadas, no aconselhamento de especialistas e nas garantias que temos disponíveis", continuou o porta-voz.

A fonte afirmou que o líder do campeonato, Marquez, sete vezes campeão da MotoGP, era um dos pilotos que procuravam mais garantias.

Marquez não revelou publicamente a sua posição sobre a viagem ao Catar, mas o diretor da equipa Ducati, Davide Tardozzi, defendeu o espanhol depois de este ter sido criticado por não assumir uma posição.

"Li que toda a culpa foi colocada em Marc, como se fosse ele a não querer ir para o Catar. Não é esse o caso. O Marc limitou-se a pedir, tal como muitos outros pilotos, um plano de segurança organizacional — nada mais, nada menos. Não disse: 'Não quero ir'. Há circunstâncias que podem levar-nos a pensar que seria melhor não ir. Mas, se estiverem reunidas as condições de segurança necessárias, incluindo um plano de evacuação e garantias de que não haverá problemas se algo acontecer, então iremos", afirmou à Sky Sport.

A Reuters contactou a Ducati e Marquez para obter comentários.

A Aprilia quer correr no Catar

A Aprilia está interessada em correr no Catar com o piloto espanhol Jorge Martin, segundo na classificação atrás de Marquez depois de ter desistido do Grande Prémio da Malásia devido a uma lesão no pulso.

"Precisamos de virar a página e olhar para o próximo capítulo, o Catar, esperando que corra melhor, e manter esta luta até ao fim. Este revés tornou certamente as coisas mais difíceis para nós", afirmou o diretor técnico da Aprilia, Fabiano Sterlacchini.

A fonte da MotoGP confirmou que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre eventuais sanções desportivas caso as equipas ou os pilotos não participem no Catar.

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