A Darts Regulation Authority (DRA) afirmou que a sua nova política de elegibilidade resulta de uma análise conduzida pela Dra. Emma Hilton, bióloga do desenvolvimento e académica que publicou vários estudos sobre sexo e categorias desportivas.
"Na sequência desta análise, a DRA considera que, para garantir uma competição justa nos dardos, apenas mulheres biológicas devem ser elegíveis para competir em torneios femininos regulados pelas regras da DRA. A DRA pretende ser inclusiva e todos os jogadores, independentemente do seu sexo biológico, sexo legal e/ou identidade de género – podem competir em torneios abertos e são incentivados a fazê-lo" referiu a autoridade em comunicado.
De acordo com o relatório de Hilton, os dardos são um "desporto influenciado pelo género", com "múltiplas diferenças sexuais de pequena magnitude" que, em conjunto, criam uma vantagem masculina face às jogadoras femininas.
As novas regras surgem poucas semanas depois de o Comité Olímpico Internacional (COI) ter anunciado que apenas atletas femininas biológicas, cujo género tenha sido determinado por um teste genético único, poderão competir nas provas femininas dos Jogos Olímpicos.
Noa-Lynn van Leuven, jogadora transgénero neerlandesa que venceu vários torneios femininos, afirmou que esta decisão a obrigará a retirar-se aos 29 anos.
"A DRA acabou de decidir que as mulheres trans já não podem participar em eventos femininos, o que basicamente significa que estou fora. Isto é mais um duro golpe para a comunidade trans, especialmente depois das decisões recentes do COI. Todos os dias se torna mais difícil para as pessoas trans simplesmente existirem, competirem", disse numa publicação no Instagram.
