A informação foi revelada pelo Sport.ua, este sábado, que cita uma notificação que Svitlana Honcharuk, a mãe da falecida criança, Ivan Goncharuk, afirmou ter recebido por parte das autoridades policiais.
Maria Krivopishina encontrar-se-á no estrangeiro, o que motiva a necessidade de extradição.
O caso ocorreu em agosto de 2023, quando Ivan Goncharuk afogou-se num lago com nove metros de profundidade, situado nas imediações do complexo Olympic Village, perto de Kiev, onde participava num campo de férias de futebol.
Ivan foi alegadamente deixado na água sem supervisão pelo treinador responsável pelo grupo de crianças, que já foi constituído arguido.
Em setembro de 2025, a diretora da academia, Maria Krivopishina, foi acusada de violação das normas de segurança no trabalho com resultado em morte, tendo um tribunal emitido um mandado de detenção, confirmado pelo Tribunal da Relação de Kiev e agora concretizado na ativação da Interpol.
De acordo com o despacho da Procuradoria Geral, citado pelo football24.ua em setembro do ano passado, a dirigente é suspeita ao abrigo do Artigo 271, ponto 2, do Código Criminal da Ucrânia, o qual pune a violação dos requisitos de segurança no trabalho que resulte na morte de uma pessoa. A investigação apurou que a responsável pela Academia do Benfica cometeu violações grosseiras das medidas de segurança, algo que terá sido confirmado por exames forenses. O tribunal ordenou a detenção da suspeita, apesar da sua ausência, decisão confirmada pelo Tribunal de Recurso de Kiev.
Durante o fatídico acampamento, o treinador levou as crianças para nadar num lago com 9 metros de profundidade e deixou-as sem a supervisão de um adulto. Ivan Goncharuk, de 10 anos, não sabia nadar e afogou-se. Os pais do menino ligaram repetidamente para a administração do acampamento logo no dia do infeliz acontecimento, mas as suas ligações foram ignoradas e acabaram por saber da morte do filho pela polícia. Segundo a investigação, o treinador em questão já tinha sido acusado de abandono anteriormente.
