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Os atuais campeões do Australian Open venceram o primeiro set depois de Harrison ter feito um winner de resposta de esquerda a duas mãos para quebrar e passar para a frente por 4-3. A dupla americano-britânica manteve o serviço até ao fim e fechou o set por 6-4.
Os seus adversários alemães reagiram no segundo set e passaram para a frente por 3-2, mas Harrison e Skupski responderam com um jogo de serviço em branco, igualando a 3-3.
Os finalistas de 2024 passaram para 4-3 e depois 5-4, depois de salvarem um set point, mas Harrison e Skupski mantiveram-se na luta. Harrison, a servir com o sol nos olhos, segurou o serviço num jogo de cinco pontos e forçou o tie-break.
Puetz deu aos alemães uma vantagem de 4-3 no desempate com uma voleia, mas Harrison e Skupski recuperaram. Skupski selou a vitória com uma resposta que obrigou Krawietz ao erro, garantindo à dupla o seu segundo título de pares do Grand Slam do ano.
A vitória foi um momento de redenção para Skupski, que tinha sido finalista vencido com o neerlandês Wesley Koolhof em 2022. Sofreu uma segunda derrota na final do ano passado ao lado do compatriota Joe Salisbury.
Salisbury afastou-se depois do ténis devido à ansiedade, e Skupski iniciou a época de 2026 com Harrison.
A dupla já se conhecia há vários anos e tinha perdido logo na primeira ronda de um torneio Futures juntos em Inglaterra, em 2013.
A parceria deu frutos imediatos quando conquistaram o Australian Open em janeiro.
"Foram, sem dúvida, umas semanas incríveis para nós", disse Skupski aos jornalistas.
"É simplesmente foco total durante todo o encontro, acreditar um no outro, olhar para a nossa equipa, tentar dar-nos o máximo de energia possível. Quando jogamos com energia e confiança, somos uma equipa muito perigosa. Ambos acreditamos no jogo um do outro. Sinto que nos complementamos muito bem em campo", acrescentou o jogador de 36 anos.
Para Harrison, de 32 anos, o triunfo em casa teve um significado especial após uma carreira marcada por lesões, em que foi submetido a oito cirurgias e passou anos a tentar regressar ao mais alto nível.
"Claro que há sempre alguma dúvida, especialmente à medida que se vai ficando mais velho e se percebe que o corpo já não recupera da mesma forma, mas nunca perdi a alegria de jogar", concluiu.
