Sabalenka, vencedora das duas últimas edições do Open dos Estados Unidos, superou na quinta-feira sem dificuldade a norte-americana Jessica Pegula, impondo-se por 7-5 e 6-2, enquanto Rybakina enfrentou mais oposição por parte de outra tenista da casa, Coco Gauff, que apenas cedeu após o terceiro set, pelos parciais de 3-6, 6-4 e 6-4.
A bielorrussa, primeira cabeça de série, parece ter-se especializado em desfeitear o público local, depois de ter vencido as duas últimas finais perante tenistas dos Estados Unidos – a própria Pegula, em 2024, e Amanda Anisimova, em 2025 – e, na antecâmara da final deste ano, voltou a não facilitar.
Sabalenka, que entrou no US Open como número um mundial, mas já sabe que o endossará a Rybakina, necessitou de apenas uma hora e 20 minutos para despachar Pegula, terceira classificada na hierarquia da WTA e terceira pré-designada, preparando-se para disputar a quarta final seguida, pois também esteve presente na de 2023, perdida para Gauff.

Se a bielorrussa, de 28 anos, está obrigada a ceder a liderança do ranking a Rybakina, terá, pelo menos, a possibilidade de defender a coroa em Nova Iorque e igualar os três títulos seguidos conquistados pela lendária norte-americana Serena Williams entre 2012 e 2014.
Para isso, terá de melhorar o desempenho da final do Open da Austrália, a única que tinha alcançado este ano e na qual foi derrotada por Rybakina, ainda que tenha batido a cazaque nos últimos dois confrontos entre ambas, na discussão pelo título em Indian Wells e nas meias em Miami, igualmente nos Estados Unidos.
“Queria muito chegar à final e, claro, agora pretendo terminar o trabalho”, assegurou Sabalenka, que reconheceu o mérito de Rybakina na conquista do número um mundial: “A Elena jogou muito bem e conseguiu arrebatá-lo”.
A cazaque, de 27 anos, ainda número dois mundial e segunda favorita em Flushing Meadows, enfrentou mais oposição por parte de Gauff, quarta colocada no circuito feminino e quarta cabeça de série no US Open, que procurava reeditar o sucesso de 2023 e apenas cedeu após duas horas e nove minutos de confronto no ‘court’ em piso duro.
“Inspirei longamente, tentei manter um pensamento positivo e disse a mim mesma que precisa de lutar e demonstrar que tenho um bom ténis”, disse Rybakina, explicando como conseguiu contrariar a forte oposição de Gauff para atingir pela primeira vez a final do major norte-americano.

