Recorde as incidências da partida
“Acho que depois de um dia como hoje, vou continuar a dar ênfase ao quão importante é manter-me aqui neste momento. Estou muito contente com esta vitória. Da mesma maneira que encarei este jogo, como uma final, vou encarar o próximo”, sublinhou Nuno Borges, ainda visivelmente afetado pelo desaire sofrido horas antes nos singulares frente ao argentino Roman Andrés Burruchaga, por 6-1, 4-6 e 6-3.
Nuno Borges (387.º do ranking de pares) juntou-se ao amigo de longa data Francisco Cabral (27.º), para a estreia em pares, conseguindo um triunfo sobre Arthur Reymond (79.º) e Luca Sanchez (78.º), por 7-6 (7-4) e 7-6 (7-0), em uma hora e 42 minutos.
“Há muitas expectativas, muita pressão em cima dele e acho que é de elogiar a maneira como ele virou a página e se colocou 100% nos pares. E acho que conseguimos fazer um jogo muito bom contra uma dupla complicada. Uma dupla com quem tinha perdido este ano em Roland Garros”, lembrou Cabral.
Apesar do resultado equilibrado, o portuense defendeu ter sido a dupla portuguesa, campeã do torneio em 2022, a melhor em campo.
“Acabou 7-6 e 7-6, mas acho que, ao longo do encontro, fomos claramente a melhor equipa. Na minha opinião, fomos quase a única equipa que criou oportunidades e acho que os dois ‘tie-breaks’ foram apenas um reflexo daquilo que tinham sido os dois sets. Fomos a equipa justa vencedora”, rematou Francisco Cabral, que tem em Nuno Borges, como confidenciou, o seu “parceiro favorito”.
Nos quartos de final, Cabral e Borges vão jogar com o norte-americano Vasil Kirkov (52.º) e o neerlandês Bart Stevens (51.º), quartos cabeças de série e que hoje venceram o brasileiro Marcelo Demoliner (66.º) e o norte-americano Robert Galloway (43.º).
