Recorde aqui as incidências do encontro
Três anos depois, os verde-rubros voltaram a receber um grande para o campeonato nos Barreiros na sequência de um sólido arranque na prova (duas vitórias, um empate e uma derrota). Sem novidades no onze em relação ao desaire em Arouca (2-1), a grande novidade nas escolhas veio dos encarnados, que lançaram João Palhinha de início.

Domínio sob a proteção de Palhinha
Os primeiros instantes foram algo equilibrados, mas as águias só precisaram de cinco minutos para se impor na partida e pouco mais do que isso para abrir o marcador. A viver um arranque de temporada fenomenal, Gianluca Prestianni fletiu para o meio e rematou em arco, Alfonso Pastor defendeu para a frente e Leandro Barreiro aproveitou a recarga para fuzilar a baliza e anotar o seu segundo golo esta época. Pouco depois, Palhinha ficou a centímetros da estreia a marcar num remate de meia distância.
Leia também - O risco da venda de Dedic: velho problema à espreita na lateral do Benfica
O alarme soou logo a seguir com a lesão de Alexander Bah, que saiu do relvado com o braço imobilizado e rendido por Kaminski. Ainda assim, Pavlidis ficou perto de dilatar a vantagem com um remate em arco que beijou o poste antes de sair. O domínio encarnado manteve-se ao longo dos primeiros 25 minutos, tempo que o Marítimo precisou para perceber como e onde poderia ferir o adversário: ataques rápidos. Porém, à exceção de uma imprudência de Samuel Soares na pequena área - tentou fintar um adversário, escorregou e afastou a bola a tempo -, os insulares não conseguiam criar perigo. As cinco recuperações de João Palhinha em apenas 35 minutos ajudaram a estancar as investidas.

A partida entrou numa toada de faltas e protestos - Danilovic, Igor Julião e Sudakov viram o cartão amarelo - e a verdade é que não houve mais lances de perigo até ao intervalo. Destaque ainda para a notória mudança de preferência do Benfica no ataque ao último terço: até à saída de Bah, 41% das jogadas eram feitas pelo flanco direito. Depois da saída do dinamarquês, esse número caiu para 27%. Ao todo, durante os primeiros 45 minutos, o Benfica privilegiou o flanco esquerdo em 47% dos ataques.

Reanimação a partir do banco e a chave de ouro
O intervalo fez bem aos madeirenses. Logo após o reatamento, Raphael Guzzo levantou um livre lateral para a pequena área e o empate não surgiu por uma questão de centímetros. O desconforto encarnado manteve-se ao longo de 15 minutos, altura em que Marco Silva optou por lançar Circati e Schjelderup nos lugares de Rafa Silva e Sudakov. A mudança levou a uma série de alterações na estrutura (Kaminski foi para extremo, Circati para lateral e Schjelderup foi para a zona central) e espevitou o Benfica, que ainda marcou por Pavlidis, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
A primeira combinação entre Schjelderup e Prestianni resultou em canto e a dupla insistiu com uma marcação curta em jogada estudada: o argentino levantou para o segundo poste, onde Pavlidis estava sozinho para cabecear para a pequena área e Leandro Barreiro só teve de encostar para bisar na partida. O conforto de dois golos permitiu a Marco Silva retirar João Palhinha e Pavlidis - que ficou em branco pela primeira vez na Liga esta época.
Logo após as mudanças, Prestianni roubou a bola no meio-campo, arrancou em direção à baliza contrária, fez um slalom à entrada da área sobre dois adversários e rematou em arco junto à malha lateral, fechando o triunfo em grande estilo.
Com este resultado, o Benfica iguala o Sporting no segundo lugar, com 10 pontos, embora tenha menos um jogo do que os leões, enquanto o Marítimo cai para o oitavo lugar, com sete pontos

Melhor em campo Flashscore: Leandro Barreiro (Benfica).

