Reveja aqui as principais incidências da partida
Era o encontro mais aguardado do dia, mas, quando os muitos fãs que encheram as bancadas se deram conta, o tenista maiato, quinto cabeça de série, já havia cedido o set inaugural, com uma exibição um tanto apática, tensa e muito errática.
Depois de ter atingido os quartos de final em 2024 – também o conseguiu em 2025, mas o torneio tinha o estatuto de challenger –, o número um nacional e 48.º do mundo perdeu com Burruchaga (60.º), por 6-1, 4-6 e 6-3, em duas horas e 11 minutos.
Volvidos os 31 minutos iniciais e em clara desvantagem, no marcador e a nível de confiança, sob um sol escaldante e um público adormecido, Borges, de 29 anos, tentou despertar, equilibrou mais as jogadas e pediu apoio das bancadas.
Carregado pelo público, entusiasta e a responder bem ao jogador da casa, Nuno Borges consumou dois breaks contra apenas um e ganhou novo fôlego, empurrando a decisão do encontro para o terceiro parcial.
Obrigado a não falhar, o tenista português desperdiçou, contudo, uma oportunidade de quebrar o adversário no seu primeiro jogo de serviço e não foi capaz de anular o único ponto de break que enfrentou, em altura proibitiva (3-5).
De cabeça baixa e, após demonstrar alguma frustração ao longo do desafio, Borges despediu-se da prova de singulares do Estoril Open, mantendo-se ainda em pares, ao lado de Francisco Cabral, com quem vai jogar ainda hoje.
Já Burruchaga vai defrontar agora o vencedor do encontro entre o belga Alexander Blockx (38.º), quarto cabeça de série, e o lucky loser francês Kyrian Jacquet.

