Depois do 10.º lugar em Roma, o atual campeão do mundo procurou a frente da corrida, foi entalado e, quando tentou, ficou sem resposta, numa final com pódio surpreendente, sem os ingleses Jake Wightman, Jake Heyward ou Arlo Ludewick, nem o norueguês Narve Gilje Nordas ou o francês Azeddine Habz.
"A ideia era estar à frente da corrida, não liderar, mas mesmo que fosse fechado, um bocadinho mais atrás, como aconteceu - ia em 10.º a faltar uma volta - e não entrei em pânico, fui tranquilo, simplesmente hoje o corpo não respondeu como eu queria e, às vezes é assim, não há muito a dizer, é um dia sem história. Não ganhamos sempre, já sei disso, mas não muda nada, é só um dia menos bom, um dia sem história, só isso", relativizou.
O neerlandês Stefan Nillessen arrebatou o título na aproximação à meta, com o tempo de 03.35,70 minutos, sendo apenas acompanhado pelo sueco Samuel Pihlström e pelo irlandês Andrew Coscoran, segundo e terceiro, respetivamente, já sem Isaac Nader na luta.
"A prova não foi muito diferente do que tivemos ontem (na sexta-feira, nas eliminatórias) quando me senti bastante bem, acelerei facilmente nos últimos 100 metros, nem sequer dei metade do que eu podia dar na reta da meta. Hoje, sinceramente, não sei, senti-me bem, mas, depois, ao mudar o ritmo, acelerei, senti-me à frente, mas faltavam 120 metros", descreveu o meio-fundista do Benfica.
O algarvio, de 26 anos, recusou apresentar desculpas para este desfecho: "Não há justificação, este é o meu trabalho, mas, às vezes, o corpo não responde como nós queremos".
"Eu tenho a consciência de que não posso falhar desta maneira, não pelos outros, mas por mim, eu exijo isso a mim mesmo", responsabilizou-se, depois de ter caído do 10.º lugar nos últimos Europeus, em Roma-2024, para o 12.º posto.
Isaac Nader prometeu "analisar e avaliar" se vai continuar a correr esta época.
"Pode ser o fim da época, porque, se realmente, não tiver energia e motivação para continuar, acho que é melhor ir de férias, descansar a cabeça, porque para o ano há mais, há um título de campeão do mundo", vincou.
Rui Silva e Mário Silva, com as medalhas de bronze em Munique-2002 e em Split-1990, continuam a deter os melhores resultados nacionais nos 1.500.
