“Representar o nosso país é sempre uma grande responsabilidade, que temos com orgulho. Depois dos títulos alcançados (europeu e mundial, em 2025), também fizemos por a ter. Sou o primeiro a chegar à meta, mas vamos todos juntos dentro do barco e isso é que importa”, vincou Gustavo Gonçalves.
Em declarações à Lusa, o voga, elemento que vai à frente na embarcação que contempla ainda João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, comentava o apuramento para a regata decisiva conseguido esta manhã, com o primeiro lugar na meia-final, e da responsabilidade de defender o estatuto perante os compatriotas.
“Posso dizer que já temos alguma maturidade, os mais velhos também nos ajudam, mas estamos sempre a aprender, todos os dias, e acho que é isso que nos faz evoluir”, completou o atleta de apenas 22 anos.
João Ribeiro, que em agosto completa 37, assumiu que poder vencer em Montemor-o-Velho seria um dos feitos mais marcantes da sua muito premiada carreira, ainda assim “com os pés assentes na terra e conscientes do processo”.
“É bonito estarmos entre o nosso público e famílias, mas há muito por fazer. Sabemos que o nível que vai ter essa final. Temos de dar o nosso melhor e esperar que seja mais uma vez o nosso dia”, sublinhou.
A dias de completar 26 anos, o também olímpico Messias Baptista prometeu “foco total” na final do K4 500 de sábado, sem espaço mental para pensar ainda nas regatas de medalhas já asseguradas para domingo, nomeadamente em K1 200 e K2 500, neste caso com João Ribeiro.
“O meu foco agora é o K4 500, recuperar hoje, fazer essa prova de amanhã e o K1 e o K2 é um assunto para pensar depois. Estamos com bons indicadores no treino, vamos ver o que conseguimos fazer. Ainda podemos melhorar, até com a ajuda do público”, vincou.
Pedro Casinha espera que o resultado final premeie os 23 anos que cumpriu na quinta-feira, prometendo “dar sempre o máximo” em prol dos objetivos da equipa.
"(Na posição quatro) Acabo por não ver muito da prova. Estou mais focado a ir com o resto da equipa do que a tentar ver onde é que estamos. É dar tudo e ajudarmo-nos sempre uns aos outros”, concluiu.
Nos Europeus de canoagem de Montemor-o-Velho, que reúnem cerca de 600 atletas de 39 nações, Portugal já garantiu seis finais.
