“A minha ideia depois de Paris era ver se conseguia criar uma equipa feminina, não só o K1, mas ter um K2 e um K4, que também não fiz durante muitos anos e são igualmente um desafio para mim integrar esses barcos. Mas é verdade que está a ser um desafio mais difícil do que esperava”, assumiu a atleta que tem feito sobretudo K1 em Jogos Olímpicos.
Em declarações à Lusa, a atleta de 38 anos que tem percurso olímpico extenso em K1 refere-se à evolução do K2 500 com Clara Duarte e ao K4 500 em que a dupla é reforçada por Ana Rodrigues e Maria Gomes, sendo que o trio que a acompanha é todo sub-23.
“Acho que, realmente, há alguma qualidade, mas ainda falta alguma maturidade. Estou com paciência e a tentar também transmitir-lhes isso. Obviamente que elas têm um caminho longo de aprendizagem, mas o meu já não o é assim tanto. Que tenham a ambição de aprender o mais rápido possível”, desejou.
Nas duas Taças do Mundo, na Hungria e na Alemanha, o K4 500 falhou o acesso à final B, entre o 10.º e 18.º lugares, ao contrário do K2 500, que o conseguiu, ainda assim sem a capacidade de ir amealhando os pontos necessários para uma boa posição no ranking internacional, o novo método de apuramento olímpico, a aplicar para Los Angeles2028.
Assim, o desempenho nos Europeus de Montemor-o-Velho, que decorrem de hoje até domingo, ajudará a moldar a decisão quanto ao futuro da carreira de Teresa Portela, a melhor canoísta portuguesa de sempre.
“É isso que gostava. Embora saiba que não vai acontecer de um momento para o outro, tenho expectativas… gostava de começar a ver que há esse início de começar a lutar, a sermos mais competitivas. Tenho sempre essa esperança”, vincou.
Teresa Portela admite já ter pensado que a sua saída poderá até ajudar as jovens canoístas a fazer “melhor o seu caminho”, não vendo a sua experiência como o caminho certo para que a canoagem feminina lusa evolua.
Os Europeus de canoagem reúnem em Montemor-o-Velho cerca de 600 atletas de 39 países.
