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Expectativas para o Nápoles: "Estamos novamente no ritmo, com muitos jogos em pouco dias, tal como eles. Temos de verificar diferentes possibilidades. Cabe-nos preparar bem o jogo e tentar ter as indicações certas do que esperar, amanhã, porque eles têm alguns jogadores que estão de fora. Será interessante preparar-nos para o que aí vem. Estamos preparados para o desconhecido, mas têm um treinador que tem numa das maiores forças a maneira como coloca os jogadores certos nos sítios certos, ainda que haja algumas dificuldades. Temos a oportunidade de voltar a jogar em casa e para conquistar os três primeiros pontos, para começarmos a nossa caminhada na Liga dos Campeões."
Vitória obrigatória? "Vamos sempre com a mesma mentalidade, de vencer jogos. Têm alguns jogadores em dúvida, mas têm qualidade de sobra para colocar certos jogadores em campo e terem uma equipa muito forte. São capaz de apresentarem uma equipa muito competitiva. Não nos esqueçamos que é uma equipa que já foi campeã por duas vezes, nos últimos anos. A exigência vai ser elevada, mas temos o desejo de fazer tudo e mais do que está ao nosso alcance para começarmos a somar os primeiros pontos, perante os nossos adeptos."

Com PSV o FC Porto não pressionou tão alto como habitual: "Não sei se estava no mesmo estádio do que eu, mas tenho uma recordação totalmente diferente. Abordámos o jogo como sempre, com o desejo de os encostar à grande área. É o que fazemos em todos os jogos. Depois, tivemos alguns momentos em que tivemos de recuar. Era uma equipa muito móvel, que nos obrigou a recuar, mas não por falta de vontade ou intenção. Desde que cheguei, fomos sempre uma das equipas com mais impacto na pressão, recuperando bolas à frente. Contra o PSV, na primeira parte, não recuperámos tantas quanto queríamos devido à qualidade deles. Nalguns jogos, será mais difícil. Mas não há dúvidas no que queremos fazer e o nosso desejo de abordar o jogo de certa maneira. Amanhã, vai ser igual, ainda que tenham um guarda-redes que consegue colocar a bola a 85 ou 90 metros da grande área, com avançados que estão acima dos 1,90 metros. Vamos ver quem estará em campo, mas não se preocupem, vamos ser o mesmo FC Porto de sempre."
Exibição contra o Estoril serve de motivação? "A maneira como abordamos a competição é sempre um capítulo, um livro diferente. Há coisas que podemos tirar, mas é um adversário diferente, um estilo de jogo diferente. Vai haver diferentes desafios dentro do jogo. Do nosso lado há uma parte relacionada com a nossa identidade, com a forma como queremos abordar o jogo, com a exigência que temos e o desejo que temos de competir na competição em que estamos. Depois há o lado estratégico em relação ao que vamos enfrentar amanhã e o microjogo dentro da imagem geral."

"William está fora do jogo, Pietuszewski pode ser uma hipótese"
Pietuszewski e William Gomes: "O William está fora do jogo. O Oskar (Pietuszewski) treinou com a equipa hoje, então pode ser uma hipótese para amanhã, vamos levar tempo para avaliar a sua situação, os níveis físicos e de confiança, e tomaremos a melhor decisão possível."
Avançado titular: "É um tema que, desde o início, vocês gostam de colocar em cima da mesa. Acredito que é muito importante ter esta qualidade e este número de jogadores, porque vocês sabem o quanto nós jogamos. Especialmente, tendo em conta a situação de que o Samu está a voltar. O André (Silva) desempenhou um papel fantástico desde que voltou, não só com os desempenhos, mas também com o exemplo e o desejo de voltar a casa, para acelerar o processo de explicar o que o FC Porto significa. Desde a nossa primeira conversa, no final de maio, penso que o compromisso dele tem estado sempre lá. O que faz em campo é representativo do grande profissional que é."
FC Porto com mais experiência de Champions? "A diferença de experiência... No final, a Liga dos Campeões é uma competição diferente. Parece igual, mas não é. O nível de exigência e detalhe que pode fazer a diferença em qualquer momento... As exigências são diferentes, e já nos deparámos com isso, nos três primeiros jogos. Espero que a experiência que tivemos, recentemente, nos possa ajudar a ser ainda mais acutilantes, porque, falando de exibições, digam o que disseram, foram razoáveis para ter mais do que temos, mas não chega. Aqui, trabalhamos sempre para aumentar os padrões. Amanhã, é momento de fazer isso, para começarmos a conquistar os pontos que queremos."
O que espera deste Nápoles europeu? "O que temos de fazer é andar com a determinação certa. Respeitamos muito o adversário que teremos pela frente. Com Di Laurentiis estabilizou na Liga dos Campeões, tem dois títulos em Itália. Temos que ter o desempenho certo."
Onda de lesões no Nápoles: "Vantagem não acredito porque hoje com o staff tentamos pensar a equipa do Nápoles, nas mudanças que poderão acontecer durante o jogo amanhã por parte deles. Temos a certeza de que iremos conseguir ter uma equipa muito competitiva, que é o mais importante."

Que estratégia espera do Nápoles? "Pensamos mais na nossa equipa, faremos de tudo para estarmos preparados para quatro ou cinco cenários em que se podem apresentar. Temos necessidade de encontrar soluções adequadas. É sempre uma competição de xadrez e teremos de estar preparados para uma surpresa."
O que é que os estrangeiros viram em si que os italianos não viram? "Tive oportunidade de estar em vários países, vários clubes, que me deram oportunidade de viver uma experiência de nível muito elevado, de participar em competições europeias. No ano passado aqui no FC Porto comecei a ganhar, que é muito importante. Vou lutar por aquilo que tenho de lutar e tenho grande gratidão pelas pessoas que me deram esta oportunidade."
Gostaria de treinar em Itália? "Este ano a Serie A tem muitas caras novas, com jogadores novos, outros com experiência. Tem treinadores com grande experiência e que deram muito ao futebol italiano. Temos muitos exemplos, como o meu caro amigo Massimiliano Alvini, que está a fazer um trabalho muito bom, depois treinadores como Allegri, também toscano como eu, que é uma referência no futebol italiano."
Futebol do Nápoles: "Os números falam por si. Se virmos os golos que marcaram, acho que a produção ofensiva do Nápoles é de alto nível. É uma equipa que constrói muito durante o jogo. Alguns resultados não representaram aquilo que era a performance. Aconteceu-lhes a eles, aconteceu-nos a nós. Mas isso é o futebol. São situações que podem acontecer. Para nós conta a performance e depois o resultado é o juiz maior. Depois temos de manter a lucidez necessária para poder contextualizar tudo aquilo que acontece. Temos de ser lúcidos, analíticos e amanhã temos uma equipa muito forte pela frente."
Di Laurentiis é um grande fã de Farioli: "O futuro não sabemos."
Lesões retiram favoritismo ao Nápoles? "Agora obviamente estão concentrados nos jogadores que não poderão jogar. Nós temos os nossos. Não temos de fazer um jogo a pensar em quem vai falhar. Vamos pensar no que realmente conta, que é quem vai jogar. Falar em favoritos num jogo deste nível é difícil. Escolher uma equipa em relação a outra... É um jogo no qual os equilíbrios vão fazer a diferença. A capacidade de decidir nos momentos será fundamental. Do nosso ponto de vista, queremos fazer a diferença, temos a vontade de ganhar à frente do nosso público."
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