O comité central da ASF explicou, num comunicado, ter retirado "o apoio anunciado em junho de 2026 à candidatura" do dirigente ítalo-suíço a um novo mandato, após "uma análise aprofundada dos desenvolvimentos ocorridos nos últimos meses".
"Vários acontecimentos levantam questões fundamentais relativas à liderança, à governação, à transparência e aos processos de decisão no seio da FIFA", indicou a federação suíça, referindo o fracasso do projeto de abrir o organismo a investidores privados e o caso da suspensão anulada do avançado norte-americano Folarin Balogun durante o Mundial deste verão.
Expulso nos 16 avos de final frente à Bósnia-Herzegovina, o avançado norte-americano viu a suspensão automática para o jogo seguinte ser comutada pela comissão disciplinar da FIFA para um jogo de suspensão com pena suspensa, depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter pedido a Infantino que reexaminasse o cartão vermelho, que lhe parecia injustificado.
O projeto FIFA Forward Enterprise, anunciado em agosto por Infantino e que propunha colocar as receitas do Mundial numa sociedade aberta a investidores privados, também suscitou uma onda de protestos antes de ser finalmente abandonado.
"Questões por esclarecer"
Estes dossiers, bem como o da atribuição, em novembro de 2025, de um inédito "prémio FIFA da paz" ao presidente norte-americano, cujos critérios e modalidades nunca foram esclarecidos pelo organismo que tutela o futebol, valeram-lhe a ira de várias federações, nomeadamente da UEFA, cujo presidente Aleksander Ceferin lidera uma revolta contra Infantino.
A ASF "espera da direção da FIFA os mais elevados padrões em matéria de transparência, rastreabilidade e responsabilidade institucional", declarou o seu presidente, Peter Knäbel, citado no comunicado.
Este último saudou a carta enviada a 21 de setembro pelo presidente da FIFA, propondo "uma consulta" às federações para reformar o funcionamento do organismo, mas, segundo ele, "continuam por esclarecer questões centrais relativas às circunstâncias, às responsabilidades e aos processos de decisão".
"Uma vez que estas questões não foram esclarecidas de forma convincente, não podemos assumir a responsabilidade de continuar a apoiar a candidatura de Gianni Infantino", explicou.
Infantino, que perde assim o apoio do seu país natal — onde a FIFA e a UEFA têm as suas sedes —, é, para já, o único candidato às eleições para a presidência da FIFA, previstas para março de 2027. O prazo para a apresentação de candidaturas termina a 18 de novembro.
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