O comunicado surgiu num contexto de confronto cada vez mais aceso em torno da liderança de Infantino, após o colapso da sua proposta para angariar cerca de 4,2 mil milhões de dólares através da venda de uma participação nos direitos comerciais do Mundial e de outros torneios.
O plano gerou críticas da UEFA, de associações nacionais e de altos responsáveis da FIFA, levou a pedidos de demissão de Infantino e motivou uma reunião de crise em Marrocos esta semana, na qual a liderança da FIFA reafirmou o seu apoio ao presidente.
A FIFA não identificou quem estaria a tentar minar Infantino, nem especificou a que relatos ou alegações se referia.
Leia também - Infantino é acusado de promover funcionária com quem mantinha relacionamento íntimo
O comunicado surgiu após notícias do The Daily Telegraph sobre pagamentos feitos pela UEFA a uma antiga funcionária durante o período em que Infantino era secretário-geral do organismo europeu, alegações que este negou e que a FIFA rejeitou como infundadas.
"Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, aquilo que não conseguem obter pelos processos democráticos estabelecidos pela FIFA", afirmou o organismo.
Acrescentou que as notícias recentes incluíam "afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas" sobre a FIFA e o seu presidente, sublinhando que contestaria diretamente e de forma vigorosa quaisquer relatos imprecisos ou enganosos.
A FIFA acrescentou que não apoiaria, facilitaria ou toleraria qualquer processo relativo à eleição do seu presidente que não estivesse em conformidade com os seus estatutos, procedimentos democráticos e quadro de governação.
"O presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas associações membro da FIFA e continua a exercer funções com o seu mandato", referiu.
Divisões apoiadas
Após uma reunião de crise em Marrocos na quarta-feira, a FIFA pediu desculpa às 211 associações membro pelos erros na gestão da proposta e afirmou que a sua liderança reafirmou o apoio total a Infantino.
As consequências lançaram uma sombra sobre a candidatura de Infantino a um quarto mandato no Congresso da FIFA em Marrocos, em março. Ainda não surgiu nenhum candidato claro para o desafiar.
A UEFA afirmou que já não confia em Infantino, enquanto a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, pediu a sua demissão na sexta-feira, alegando que este já não detinha a confiança institucional necessária para liderar a FIFA.
No entanto, Infantino continua a contar com um apoio significativo entre os 211 membros da FIFA. A Confederação Africana de Futebol (CAF) apoiou unanimemente a sua liderança na quinta-feira, enquanto a sul-americana CONMEBOL rejeitou qualquer tentativa de o afastar que não envolvesse uma votação de todos os membros da FIFA.
A federação mexicana de futebol (FMF) também apoiou Infantino, apesar de a sua confederação regional, a CONCACAF, ter apelado a uma "avaliação abrangente" da sua presidência.
"A FMF não reconhecerá nem aprovará qualquer processo convocado fora desse quadro institucional", afirmou a federação mexicana.
