No último sábado, Marie-Louise Eta tornou-se na primeira mulher a liderar uma equipa da Bundesliga ao ser nomeada treinadora interina do Union.
"Estou mesmo muito satisfeito com a nomeação da Eta", afirmou o técnico do Bayern Munique, Vincent Kompany, nesta terça-feira, durante a conferência de imprensa de antevisão do jogo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao Real Madrid, que vai decorrer na quarta-feira em solo germânico.
"Acredito que estes são momentos-chave. É fácil desvalorizar e dizer: é apenas mais uma treinadora, como qualquer outra, e é assim que deve ser tratada enquanto colega. Mas, no fundo, é realmente algo especial", observou o belga, de 40 anos, antes de prosseguir.
Na opinião do líder técnico dos bávaros, esta decisão poderá ter o condão de inspirar outras mulheres a seguirem o mesmo caminho.
"Abre muitas oportunidades para as meninas que agora jogam futebol e pensam: posso treinar em qualquer lado, construir uma carreira e ter sucesso. Estas histórias são mesmo importantes", realçou.
Por fim, Kompany desejou que a empreitada de Marie-Louise Eta corra de feição. "Desejo-lhe tudo de bom e a única parte em que espero que não seja tratada como um homem é na paciência, porque no futebol falta paciência ao nível da liderança", finalizou.
Com 34 anos, Eta orientava a equipa de sub-19 do Union e vai assumir o comando da equipa feminina do clube a partir da próxima época. Além disso, em 2023 tornou-se a primeira mulher a desempenhar funções de treinadora-adjunta na principal divisão alemã, também ao serviço dos die eisernen.
Entretanto, o Union Berlim, na voz do diretor de futebol, Horst Heldt, condenou, na segunda-feira, os insultos sexistas dirigidos, nas redes sociais, à nova treinadora após a nomeação ter sido anunciada, lamentando que o clube tenha de responder a este tipo de críticas em 2026, classificando o discurso como "embaraçoso" e "vergonhoso".
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